A propaganda e os sentimentos

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(Arlete Gudolle)
A celeridade como os dias passam amplia com a lembrança e a visão de certas propagandas televisivas. Ao assistir a elas, parece-me que, mal o ano inicia, logo vêm os preparativos para o Natal. Esse sentimento se acirra através destes slogans: “O tempo passa, o tempo voa e a Poupança Bamerindus continua numa boa”. “A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos…”. O primeiro induzia as pessoas a cantá-lo ininterruptamente. O otimismo da mensagem gerava a sensação de que o ruim se transformaria em bom e tudo ficaria melhor se extravagâncias financeiras fossem eliminadas. Já o segundo, da Seda, slogan de produtos para cabelos, era entendida que, com pequena mudança no visual, a vida se tornaria maravilhosa. Procurando na internet, encontrei outra propaganda interessante. “Todo ano é Ano Novo”.

Essa é a campanha lançada pela Brahma num final de semana de 2015. A proposta é o resgate do otimismo e da esperança do povo brasileiro, pois convida os consumidores a participarem de um réveillon antecipado. Além disso, materializa o efeito individual da passagem rápida do ano e potencializa a possibilidade de que poderemos recomeçar e nos reinventar todos os dias. Outra marca que usa os comerciais para gerar otimismo, desejo de prosperidade, bem-estar e felicidade é Coca-Cola. O efeito apelativo é imediato e indutor da insaciável vontade de beber esse refrigerante. Mesmo que especialistas e médicos escancarem os efeitos nocivos gerados, as pessoas não conseguem abandonar o produto.