Alternativa democrática ao populismo

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(Valdo Barcelos)
Já passamos por momentos de descrédito na Democracia, contudo o atual é de extrema gravidade. Prova disso é que um contingente de cidadãos já tomou a coragem e a ousadia de defender a volta de ditaduras militares, fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. O que fazer? Formar uma frente democrática alternativa ao populismo e ao fascismo o que exige coragem política. Exige que as lideranças democráticas sejam desprendidas de vaidades pessoais para fazer alianças e isolar aventureiros autoritários. Políticos populistas e fascistas sempre existirão. A questão é não permitir que assumam a direção de partidos democráticos e sejam indicados para concorrer a eleições. Há que trabalhar forte e democraticamente para evitá-lo. Depois que um populista ou fascista chega ao poder máximo de uma nação, o perigo que corre a Democracia é impossível de ser calculado. Devemos aprender com as experiências de outras sociedades e entender que a sectarização política é capaz de golpear de morte a Democracia. Cabe a nós brasileiros sermos generosos para abrir mão de algumas vaidades políticas e interesses partidários e humildes para aceitar que outras posições políticas – divergentes, mas democráticas – também tem o que contribuir para enfrentar a truculência e a disseminação do ódio entre as pessoas. O cenário é sombrio, mas temos boas notícias. Se construirmos uma oposição organizada democraticamente seremos capazes de barrar o ímpeto populista e fascista limitando os poderes de seus líderes. Tudo dentro dos limites da Democracia, da liberdade de imprensa, e da garantia das liberdades dos cidadãos. Os populistas que chegam ao poder pelas eleições democráticas dele devem ser retirados por meio de eleições democráticas. Por onde começar? Proponho começar, justo, pela mobilização democrática do povo brasileiro. Povo, esse, que não é propriedade de nenhum aventureiro populista seja de esquerda ou de direita. E não nos esqueçamos, nunca: populismo é sempre populismo!