Educação de qualidade é sonho?

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(Arlete Gudolle)
Passados seis meses, esperava que o novo presidente apresentasse consistente plano de governo priorizando a educação para que escolas deixassem de ser agentes passivos da sociedade, vistas como seu espelho e não a sua parte dinâmica, geradora de mudanças e a sua consciência crítica. A educação será eficaz, atingirá a excelência qualitativa esperada, servirá como agente propulsor do desenvolvimento individual e do Brasil se for tratada com mais seriedade. Enquanto não se criar modelos emanados da realidade a partir do aluno e para ele, das bases para o ápice da pirâmide social e não se fizer uma análise crítica do salário e da atuação de grande número de professores, se acelerará a decadência em que a educação e o país se encontram.

Nova forma de ensinar deve despertar no aluno o gosto de aprender e readaptar o aprendido às situações novas. Isso será conseguido se as escolas seguirem duas direções: uma, entreter, estimular, perpetuar o gosto de aprender através de uma pedagogia que insista no caráter criativo da aprendizagem, apoiando-se na satisfação da descoberta e do conhecimento. Outra, enfatizar a aprendizagem da estruturação do pensamento através de uma pedagogia crítica centrada sobre mecanismos integradores do espírito humano, mais do que sobre a capacidade de acumulação. Assim surgirá a educação da qualidade almejada pela sociedade desde que aprimorem o ato de ensinar e remunerem dignamente professores, oferecendo-lhes todas as condições para atuarem com brilhantismo.