Esses magníficos leitores!

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(Arlete Gudolle)
Dentre muitas atitudes que me despertam ternura e encantamento está gratidão, reconhecimento pelo bem recebido e desejo imediato de mostrar ao benfeitor o quanto suas palavras são gestoras de imensurável euforia. Essa sensação se amplia, ganha dimensão de asas que se emplumam e crescem tanto que fica difícil aparar-lhes o crescimento. Por me sentir reconhecida pelo bem recebido, avolumo-me de mais ternura no momento em que torno oficial a gratidão. Neste ano, que espero surja sem a agressividade e o desconsolo do que findou, quero iniciar reverenciando leitores e leitoras, pessoas magníficas que roubam de si tempo precioso para ler o que escrevo. O mais comovente, motivador deste texto e do enternecimento, é o que me dizem ou tornam César, meu marido, o encantador mensageiro de seus relatos.

Quando os ouço pessoalmente ou através de meu amoroso mensageiro, ambos ficamos felizes porque, tomado também de euforia, dos olhos do César brotam estrelas e sua voz se envolve de magia e amplitude para melhor transmitir o recado. Ao comentarem meus escritos, geram em mim o desejo de escrever mais bonito e sempre melhor. Elogios provenientes de pessoas tão importantes como Juarez Biermann, Ivo e Rosa Pauli, Hermes Vielmo e Eulália Bittencourt me inspiram e impulsionam-me a não abandonar a escrita. Através deles, agradeço a todas as pessoas que leem esta coluna, especialmente as que tecem generosas opiniões e revelam o quanto minhas palavras os comovem e os induzem a refletir sobre a vida.