O cigarro eletrônico

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Reprodução.

(Arlindo Disconzi)
O QUE É? Ele tem o formato imitando um cigarro comum, mas se parece mais com uma pequena caneta; tem uma bateria recarregável, um atomizador que é uma resistência elétrica (da bateria) para vaporizar os conteúdos do pequeno reservatório e o bocal ou piteira. Também é chamado de vaper ou vap.

COMO FUNCIONA? A nicotina, com alguns aromatizantes, é colocada no reservatório. Ligada à bateria, ela vaporiza, imitando o cigarro.

VANTAGENS – Para quem quer deixar de fumar, tem sido indicado por não ter as centenas de gases da queima do fumo no cigarro comum. Então, ele só “queima” a nicotina, velha conhecida da medicina como a mais viciante das drogas, fazendo com que, em média, a cada 30 minutos após o uso, o cérebro esteja “pedindo” de novo, levando à dependência.

O QUE DIZ A MEDICINA – A nicotina é a maior viciante que se conhece e há probabilidade maior de doenças cardíacas, atraso no desenvolvimento do feto, risco de aborto e partos prematuros. Segundo uma pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA), em 2014, os componentes glicerina e propileno presentes na nicotina são altamente tóxicos e estão presentes na sua vaporização. O cigarro comum tem 1mg de nicotina e o eletrônico tem 36mg. A conclusão é que ele não é tão inofensivo como afirmam.

A ANVISA – proíbe o consumo no Brasil, assim como é proibido na Argentina, Canadá, Áustria e Colômbia.

Que deixar de fumar? Use adesivos, chicletes, pastilhas de nicotina e muita força de vontade. Não troque seis por meia-dúzia.