O tempo e a aprendizagem

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(Arlete Gudolle)
Com o tempo, aprendi que há mais solidariedade diante do sofrimento que com nosso sucesso ou felicidade. Aprendi que é muito mais fácil falar mal dos outros do que ressaltar-lhes as qualidades. Aprendi que as lamúrias incomodam muito mais em quem as ouve que ao queixoso e que criticar é bem mais exercitada que apontar soluções. Aprendi que amigo é tarefa árdua de conquistar e que inimigo surge ante a mais insignificante falha. Aprendi que os filhos não são propriedades nossas. Filhos são a extensão de nossas origens. Nossa tarefa maior é protegê-los, ampará-los para não os deixar caírem, educá-los pelos exemplos, amá-los incondicionalmente. Acima de todos os deveres, aprendi que pais verdadeiros devem lhes emplumar as asas com extremo cuidado, para aprenderem a mais fácil voar.

Aprendi ainda que, apesar de muitos nos amarem mais pelo que temos que pelo que somos, precisamos ensinar-lhes que o amor verdadeiro sobrepuja qualquer outro tipo de sentimento. Aprendi, não sem muito sofrimento, que poderemos acertar centenas de vezes e um único erro pode eliminar todas as coisas boas que tenhamos feito ou praticado, que a credibilidade pode ser desacreditada muito mais rápido que o tempo exercitado para conquistá-la. Aprendi que, antes de ser perdoado por falhas praticadas, é preciso aprender a perdoar a nós mesmos. Aprendi que o otimismo amplia mais nossa visão de mundo e colabora para tecermos novo olhar sobre as pessoas e a vida que nos lamuriarmos pelo que não temos ou perdemos.