Que estação é essa?

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Éder Alves/JEI.

(Arlete Gudolle)
A vida é como um rio. As águas que correm nele nunca serão as mesmas. Os dias, embora muitos os considerem repetitivos e imutáveis, jamais serão iguais. Alguns, monótonos, intermináveis. Outros plenos de cores, de fatos inusitados. Tantos, que iniciam alegres, culminam com final triste ou surpreendente. O maravilhoso desse ciclo que se chama viver é o ineditismo que cada pessoa pode conferir, modificar, aceitar ou rejeitar o que de bom ou ruim pode lhe acontecer. Assim como há pessoas que se revoltam contra a própria existência, a natureza está exaurindo. Não existe mais a diferenciação entre as estações do ano. O inverno ora se transmuta em verão, o frio se escala e logo se modifica em calor. Até a primavera não mais sabe se anunciar com a tradicional exuberância.

Driblando o frio e a chuva com a chegada antecipada das flores, os brotos dos ipês eclodiram todos juntos. Sobre as calçadas, as florezinhas, que se desprenderam das árvores, tombadas pelo vento, que surgiu com vestes de minuano, formam lindos tapetes coloridos. Mesmo que o frio queira lhe retirar o encanto, a estação das flores vai surgindo generosa, tornando a vida mais bonita, colorida e gostosa de viver. Se a Terra dos Poetas é linda durante o ano inteiro, na primavera, veste a roupagem ainda mais bela e colorida. Os canteiros nas ruas parecem sorrir para os passantes e flores se exibem majestosas por toda parte. Poderia chamar-se também de Terra das Flores que a denominação lhe conferiria ainda maior encantamento.