Recordar é viver…

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(Arlete Gudolle)
Viajar é viver mais. Havíamos visitado Brasília e Buenos Aires e nos deslumbramos com elas. Quando decidimos ir ao Rio de Janeiro, sabíamos que era uma cidade fantástica, plena de belezas e contrastes. A primeira imagem que vislumbramos foi o mar verde como esmeralda, cujas ondas lambiam a praia com o furor dos destemidos; do outro, o choque gerado pela imagem da favela. Apesar disso, à noite, as luzes dela brilhavam como exótica árvore de Natal. O meu quinteto de ouro (marido, filha, genro, neta e irmã) e eu chegamos à cidade com chuva e frio. À medida que íamos entrando na Cidade Maravilhosa, diante de tantos lugares a conhecer, a baixa temperatura foi uma grande aliada. A cada ponto que olhávamos, dos olhos saltitavam estrelas de contentamento.

Tudo nela é brilho, charme, belezas sem fim e arrebatamento. É cidade belíssima, apaixonada e sempre disposta a revelar o inusitado. Descrever o que sentimos subindo ao Pão de Açúcar através do bodinho não é uma tarefa das mais fáceis. Não sabíamos para que lado olhar. Tudo era beleza, grandiosidade, emoção. Visitar o Cristo Redentor, cuja estátua emociona e surpreende pela colossal estrutura, é indescritível. O passeio pelo RJ, a subida por caminhos sinuosos e pela escada rolante, a vista espetacular das cercanias, a beleza deslumbrante da lagoa Rodrigo de Freitas, todos os lugares visitados parecem fotos de cartão-postal que não precisa de retoques porque a Cidade Maravilhosa foi criada com pincel manuseado com mãos de ouro.