Trovas do Atanásio

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(Tadeu Martins)
O setembro vem ao trote
Carregando a luz na mão,
Pra iluminar os amores
Que temos deste torrão,
E esbarra boleando a perna
Na pira da tradição.

É o clarão que vem de riba
Ao invés de vir do chão,
Da labareda divina
Com o seu poder de unção,
Que glorifica o Rio Grande
Adoçando o coração.

A luz da Chama Crioula
No sacrário das candeias,
Guarda a história dos heróis
Que corre por nossas veias,
Templando o fio das adagas
Que ficou cego em peleias.

Luz votiva dos gaúchos
Zela a memória sagrada,
Da Epopéia Farroupilha
Para sempre ser lembrada
Em cada centelha viva
Brota uma flor colorada.