Publicado por em .

Fotos do local do acidente comprovam que havia bebida no carro.

A rádio Nova Pauta recebeu o delegado regional Guilherme Antunes. Entre os assuntos, esteve em pauta os últimos acidentes envolvendo jovens, bebida e direção. Em um deles a estudante Camila da Silva Lavarda (18 anos) de Nova Esperança acabou perdendo a vida. O delegado destacou que em todos os acidentes mais graves geralmente o álcool está presente.

Acidente de Nova Esperança: o cerco se fecha contra a motorista
A Polícia ouviu a última testemunha do acidente em Nova Esperança (dia 28/9) e agora depende da necropsia e perícia no veículo para concluir o inquérito. “O que temos até agora é a prova testemunhal, ou seja: as demais ocupantes do veículo relatando a ingestão de bebida alcoólica e o excesso de velocidade. Essa testemunha relatou que antes de sair de Nova Esperança ela mesma comprou quatro long neks e cada uma vinha bebendo a sua na viagem. Isso é mais um indicativo que havia bebida e excesso de velocidade”, disse o delegado, o qual ainda lembrou que a referida motorista saiu antes da chegada da polícia ao local do acidente e do hospital, onde assinou um termo e não esperou para fazer o teste do bafômetro.

A estudante Camila da Silva Lavarda (18 anos) de Nova Esperança morreu no acidente.

Júri popular e cadeia
Caso se comprove que a motorista estava dirigindo o veículo sob a influência de bebida alcoólica, ela poderá ir a júri popular por crime de homicídio doloso de trânsito, ou seja, cometido com “dolo eventual”, por assumir o risco de causar a morte de outra pessoa. A pena varia de 6 a 20 anos.