A Bic já não é mais a mesma? Quais as duas saídas de Bolsonaro?

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Com a saída de Moro, cai o sustentáculo de combate à corrupção. 

(por João Lemes) No mínimo quatro esteios balizaram a eleição de Bolsonaro. Armamento, o combate à corrupção e braço firme contra a velha política (toma lá dá cá), mais a grande sabedoria de Paulo Guedes.

Com a saída de Moro, cai por terra o sustentáculo de combate à corrupção. Agora, as dúvidas pairam sobre o Posto Ipiranga, Paulo Guedes.

Desde que pegou a caneta, Bolsonaro não construiu base. Além do combate à esquerda, como se estivesse em campanha, se voltou contra a imprensa, intelectuais e entidades famosas pelo mundo.

Como fica agora, sem Moro, sem a Bancada da Bala? Fica só com o grupo que sempre combateu. O Centrão. Leia-se, os da velha política.

Qual a saída? Seguir na política austera de Guedes, o que significa ir contra o Centrão ( que tem fome), ou arriscar sofrer o impeachment?

Quem aposta na saída de Guedes acertou. Afinal, o Centrão pode tomar conta do governo, mas o presidente seguiria no poder para tentar seu objetivo maior, que é salvaguardar o lombo dos filhos.

Caso Guedes saia, dirão: lá se vai mais um traidor. Só espero que daqui a uns dias não digam que o próprio presidente traiu o presidente.