A educação virou serviço obrigatório

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Santiago – Com a virada do ano, uns 400 rapazes de 18 anos entraram para os cinco quartéis de Santiago em 2017, ao mesmo tempo em que, no mínimo, 280 saíram. Para muitos, o serviço obrigatório acaba sendo uma alternativa de renda ao chegar à maioridade. No entanto, essa opção é viável por apenas um ano, tempo do serviço obrigatório. Depois, quem não engajar (em média, apenas 30% conseguem) acaba voltando à sociedade, muitos sem qualificação para disputar outras vagas de emprego.

Parceria com o Cristóvão Pereira
Foi pensando nessa realidade que o coronel Baracho, ex-comandante do B. Log, resolveu inovar. Ele assumiu o quartel em 2015 e logo no início firmou uma parceria com a escola Cristóvão Pereira e implantou como instrução obrigatória noturna o estudo para conclusão dos ensinos Fundamental e Médio. “Já cheguei com essa ideia porque o B. Log é um quartel muito mais técnico do que outros e nós precisamos melhorar o conhecimento básico do soldado para que consiga fazer as atividades militares. Também é importante para quando ele sair, assim terá mais qualificação para arrumar um emprego”, explica o coronel, que foi promovido para atuar em Brasília.

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O coronel Baracho e a diretora Jociele Canabarro. Fotos: Gabriele Arcy/JEI.

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