A outra versão da história da gruta

A outra versão da história da gruta

Nova Esperança – Após a morte do jovem Gustavo Souza na cascata da gruta, o desacerto entre administradores do local e igreja ficou mais evidente. O padre Arnaldo Pivoto explicou que o conselho paroquial é o responsável por tomar decisões referentes à gruta. O presidente do conselho, Gaspar Bastos, disse que a pendenga com Caren Santoli (administradora) e a família se arrasta há anos. Falou que o serviço prestado pelos cuidadores da gruta era excelente, mas nos últimos anos as reclamações aumentaram. Os banheiros, por exemplo, estão sempre fechados e sujos. Nesta semana, Carla Santoli (filha de Caren) rebateu as críticas, dando sua versão.

Igreja não investe nada
Carla rebateu as críticas do presidente do Conselho Paroquial, Gaspar Bastos, e do vereador Carlinhos Sagrilo (PDT). Falou que a gruta sempre esteve sob a responsabilidade da Igreja Católica, mesmo que esta nunca tenha investido na manutenção e limpeza. Lembrou que a Romaria de Nossa Senhora de Fátima arrecada muito, mas não é prestado contas ao povo sobre o valor. “Sequer pagam a luz usada no evento, lâmpadas que são acesas às 4h, aparelhos de som, freezzers, geladeiras, entre outros equipamentos”.

A outra versão da história da gruta

Carla Santoli.

Sem dialogo na reunião
Sobre a “certa reunião” que Gaspar Bastos mencionou, Carla disse que entrou muda e saiu calada porque não foi possível dialogar com o presidente do conselho, que estava muito alterado, fato que foi presenciado por testemunhas. Quanto às obras no valor de 10 mil, foram feitas pela metade e outras pessoas tiveram de consertar o que foi danificado durante o serviço. “O corrimão que o senhor Gaspar falou ter colocado no local, já existia e foi colocado pelos festeiros da romaria do ano passado”.

Banheiros foram interditados
Sobre os banheiros fechados nas trilhas, explicou que foram interditados pela Vigilância Sanitária, pois os dejetos caiam direto na natureza. E que foi ela e a mãe que viram o problema, avisando as autoridades. Esclareceu que as reclamações dos visitantes da gruta são muitas, inclusive sobre as missas que sempre eram rezadas no dia de Nossa Senhora de Fátima, e que hoje não são mais celebradas.

Aberta ao acordo
Sobre o fato de não haver possibilidade de conversa, Carla deixou bem claro que está aberta para uma prosa tanto com o presidente Gaspar Bastos, assim como todos os envolvidos, bastando que a administração da Igreja marque uma data, e que o presidente e demais membros da diretoria sejam um pouco mais respeitosos com a família, que tudo será resolvido com diálogo. “Somos pessoas civilizadas e estamos dispostos a conversar, para que cheguemos a um bom termo”, falou Carla.

Dinheiro e rapasses
Sobre as declarações do dinheiro que não é repassado à igreja, falou que os valores não estão sendo repassados por ordem do antigo presidente do Conselho Paroquial, Valmor Rosa, (atual secretário de Obras), que autorizou que usassem os valores para manter a Gruta e ajudar nos gastos médicos de Caren, que esteve por mais de um mês internada em hospitais de Santa Maria e Rio Grande por causa de uma doença que pegou trabalhando no local. E o pouco que sobra, está usando com a limpeza, energia elétrica e com a manutenção do local, conforme autorizado.

Comentários sem fundamento
Desmentiu os comentários maldosos afirmando que não se apropria do dinheiro da Gruta para manter a vida social. Disse estar sendo caluniada por uma pessoa irresponsável porque todos conhecem sua honestidade e não necessita pegar qualquer valor que não lhe pertença. Afirmou que nem ela ou sua mãe prometeram deixar a gruta, até porque, se sair do local, tem a certeza que tudo voltará a se transformar no que era há 14 anos: um verdadeiro monte de lixo servindo de motel gratuito. Diz que não tocará mais no assunto. Outros esclarecimentos que se fizerem necessários somente fará por intermédio de seu advogado.