A Região Central perderá 35 médicos

A Região Central perderá 35 médicos

A dra. Leydi Nayla Montoya Hernandez trabalha no ESF da Vila Rica em Santiago.

Conforme o prefeito de Santiago e presidente da AM-Centro, Tiago Gorski, a decisão do governo cubano em chamar os médicos de volta causará falta de atendimento na atenção básica em 33 municípios da região, que deixarão de contar com os 35 cubanos que atendem na região central desde 2013.

São Vicente terá maior impacto
Um médico cubano faz 24 atendimentos por dia nos mais de 30 municípios da AM-Centro. O impacto poderá ser sentido com mais gravidade em São Vicente, onde três cubanos são responsáveis pela atenção básica de seis mil dos 8.400 moradores.
“Isso deixa todos apreensivos. Os municípios menores são aqueles que mais precisam desses profissionais. Eles atuam porque, na maioria das vezes, os médicos brasileiros acham pouco os valores oferecidos pelas prefeituras”, diz o prefeito.

A situação de cada município:
Unistalda – O município se cadastrou há poucos meses no Mais Médicos, priorizando a contratação de um brasileiro. A expectativa é que seja contemplado em 2019.

Capão do Cipó – O Mais Médicos oferece duas vagas para o município, mas apenas uma está preenchida. Como o médico que atende é brasileiro, nada muda. Antes dele, as vagas foram ocupadas por dois estrangeiros, um cubano e uma boliviana.

Santiago – São três vagas disponíveis pelo Mais Médicos. No entanto, apenas uma cubana atende, trabalhando no ESF da Vila Rica. A dra. Leydi Nayla Montoya Hernandez veio em 2014 e não voltará para Cuba. Disse que já se sente santiaguense e aguardará os trâmites legais para continuar trabalhando.

São Francisco – Será a cidade que enfrentará maior dificuldade após a saída dos três cubanos. Boa parte dos assisenses ficará sem atendimento básico, até que as vagas sejam preenchidas pelos novos médicos contratados pelo governo federal.

São Vicente – Os vicentenses também ficarão sem atendimento médico dos dois cubanos que atendem no município. O jeito será aguardar pela chegada dos novos profissionais.

Itacurubi – O município tem duas vagas pelo Mais Médicos. Até fevereiro, as duas estavam ocupadas por um médico brasileiro e um cubano. Com a saída do brasileiro, restou o cubano, que agora também deixará a cidade.

Nova Esperança – A médica que atende no município casou com um nova-esperancense. Ela deve permanecer no Brasil e fazer o revalida para continuar trabalhando.

Jaguari – O município tem uma vaga para o Mais Médicos. Ela está ocupada por um brasileiro, de Santa Maria.

Mata – os matenses também ficarão desassistidos na atenção básica. Um médico cubano atende no município e deixará a cidade até o final de dezembro.

Manoel Viana – o município tem direito a uma vaga no Mais Médicos. Ela é ocupada por um argentino, que continuará trabalhando.