Assassino pegou 12 anos

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Nova Esperança – O Tribunal do Júri condenou Jocelmar Antônio Pereira a 12 anos de prisão pela morte da empresária Inês Engroff Schmidt. O crime ocorreu em janeiro de 2018 em Nova Esperança e o réu está preso desde então, podendo pedir progressão para o semiaberto após cumprir quatro anos de cadeia, no início de 2022. O corpo de jurados era formado por seis mulheres e um homem, todos de Nova Esperança, e consideram o autor do crime culpado, por motivo fútil. A defesa alegou que Jocelmar só atacou Inês após ser agredido por ela. Apelou para o bom comportamento dele, por ser viúvo e pai de família (de outro relacionamento) os quais mantinha com seu trabalho de marceneiro. E que só cometeu o crime motivado pelo ciúme.

Inês Engroff Schmidt.

O crime
Em 21 de janeiro de 2018 a empresária Inês Engroff Schmidt, 52 anos, foi encontrada morta com 12 facadas, no quarto de sua casa no bairro Padre Abraão. Jocelmar Antônio Pereira, de 49 anos, era ex-companheiro de Inês e se entregou à polícia. Ele confessou ter assassinado Inês por não aceitar o término do relacionamento. Na casa de Jocelmar, a polícia encontrou o canivete usado para matar Inês.

Indignada com a pena
Alcione Schmidt, uma dos três filhos de Inês considerou que a condenação de Jocelmar foi leve, mas não quis debater sobre a atuação da Promotoria e dos jurados. Ressaltou estar indignada, pois daqui a dois anos o assassino de sua mãe pode voltar às ruas. Alcione disse que acredita na justiça dos homens e na de Deus e seguirá firme na luta pelos direitos das mulheres, buscando políticas públicas para dar voz a mulheres que sofrem alguma opressão dos companheiros. “Apesar da lei rígida para os crimes de feminicídio, infelizmente os casos continuam acontecendo todos os dias,” finalizou Alcione Schmidt.