Brigada e Polícia Civil estão com a metade do seu efetivo

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Brigada e Polícia Civil estão com a metade do seu efetivo

Na contramão do crescimento da população, o RS caminha para ter o menor número de policiais civis em quase quatro décadas. São 4.976 responsáveis por investigar crimes, 48% abaixo do ideal. Há, em média, um servidor para cada 2.276 gaúchos. O efetivo não é o menor da história da Polícia Civil (em 2016, havia 50 a menos), mas representa uma deficiência a ser enfrentada pela nova cúpula da segurança. Na Brigada, o cenário é parecido: são 15 mil a menos, o que significa ausência de 47% em relação ao previsto em lei.

Situação pode piorar
A Polícia Civil pode ficar ainda mais enxuta. Segundo o subchefe da corporação, Fábio Motta Lopes, 694 agentes estão aptos para se aposentar. Nos últimos cinco anos, 1.683 policiais deixaram a ativa. Em 2016, foram 535 baixas e, no ano passado, 247. “Com os indicativos de reforma na Previdência, a gente percebe um movimento grande de aposentadorias”, preocupa-se Lopes. A falta de efetivo fez a polícia alterar a forma de investigação. Em 2018, foram 693 mil ocorrências, ou seja, 139 por agente. No mesmo período, 222 mil inquéritos (média de 45 por policial). Caso o efetivo fosse o ideal, 9.700, seriam 71 ocorrências e 22 inquéritos por servidor.

Brigada com pouca gente
Entre os brigadianos, a situação se assemelha à realidade da Polícia Civil. De acordo com o comandante-geral, coronel Mario Ikeda, faltam mais de 15 mil policiais militares, o que representa 47% do ideal, 37 mil. No fim de 2018 o Estado chamou dois mil brigadianos do último concurso. A formação ocorrerá até a metade do ano.