Como funciona um guincho do Detran?

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Santiago – Muitos que passam pela avenida Alceu Carvalho se perguntam do porquê de tantos carros e motos no depósito do Detran. Para tirar essas dúvidas, o programa Giro Crítico e Noticioso (100.7) ouviu Aline Nunes Fortes, administradora do Guincho do Souza. Conforme ela, os veículos recolhidos por infração de trânsito (multa ou falta de licenciamento, por exemplo), se não forem retirados em 60 dias podem ir a leilão. Em alguns casos, por causa do valor da multa, os proprietários acabam demorando, o que resulta em mais custos, já que também é preciso pagar a diária de permanência no depósito. Para motos, o valor diário é de 22,36, carros (27,95) e veículos pesados (61,26).

Aline Nunes Fortes.

500 veículos
O último leilão aconteceu recentemente e coube ao Detran decidir o que seria vendido documentado (liberado para rodar) ou como sucata. Apesar do leilão, o depósito do Guincho Souza continua abarrotado, com mais de 500 veículos apreendidos, sendo a maioria de motos. Alguns estão no local há mais de 20 anos, por envolvimento em algum processo e que seguem à disposição da Justiça.

Deu zebra? Chama o guincho
Quem for flagrado em alguma blitz ou mesmo envolver-se em um acidente que resulte no recolhimento do veículo, é bom preparar o bolso. O valor é determinado pelo Detran e, para percurso de até 60 km, custa 272,60. Já quando o carro der problema e a chamada for feita pelo dono do veículo, não passa de 70 reais. Aline contou que, algumas vezes, motoristas chegam a se exaltar com os funcionários do depósito ao irem retirar o veículo, esquecendo que a empresa é apenas uma prestadora de serviço ao Detran. “Alguns esquecem que pior do que ter o carro recolhido, é ser um dos pais que muitas vezes já foram ao guincho buscar os pertences de um filho ou familiar que foi vítima fatal de acidente”.