Construção avança, mas ritmo é lento

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Casas novas no loteamento Bella Vista, perto do Fórum.

Santiago – Várias obras estão em andamento na cidade, mas nada se compara ao que ocorria há alguns anos, quando centenas de casas e apartamentos foram erguidos. Conforme Marcos Lasch, administrador e corretor da J Souza Empreendimentos, apesar do ritmo mais lento, os negócios estão acontecendo, com as vendas ocorrendo para clientes pontuais. “Os donos das principais construtoras da cidade têm outras atividades, o que ajuda na continuidade das obras. Caso dependessem da venda como única fonte de renda, o andamento das construções estaria ainda mais complicado”.

Marcos Lasch.

Financiamento direto
Os principais compradores de imóveis são produtores rurais, graças às boas safras dos últimos anos. “A maioria dá uma entrada, reforços anuais e quando financia, é um valor bem pequeno”, diz Marcos. Os financiamentos estão disponíveis em quase todos os bancos mas o que inviabiliza o negócio, na maioria das vezes, é o valor inicial da prestação, que não pode ultrapassar 30% da renda familiar.

Preços variam muito
Um apartamento de dois dormitórios tem preço médio entre 270 e 300 mil. Já o valor das casas depende da localização, com algumas oferecidas por mais de um milhão, a exemplo da casa da foto abaixo, no Bella Vista.
Os terrenos também estão supervalorizados. A média fica entre 80 e 100 mil, mas em alguns bairros chegam a valer mais de 350 mil. Quanto aos aluguéis, a maior procura é por apartamentos de dois dormitórios, com valores entre mil e 1.200.

A construção, área onde mais cresce o desemprego
Os dados estão no Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Nos últimos 12 meses, a construção civil fechou 4.870 postos de trabalho no RS. As construtoras não conseguem concretizar o discurso otimista do governo, e a tão falada retomada passa por sucessivos adiamentos. Sem renda e sem confiança para gastar por parte dos potenciais clientes, a construção não deslancha.

Em Santiago, também há demissões
De janeiro a abril deste ano, a construção civil de Santiago contratou 84 pessoas. Mas demitiu 104, fazendo com que o primeiro quadrimestre de 2019 fechasse com 20 postos de trabalho a menos nas obras em andamento. Em todo o ano passado, a construção civil também fechou no vermelho no município, com 221 demissões ao longo dos 12 meses, contra 206 contratações no setor.

Compare o financiamento de imóveis nos bancos
O principal financiador de imóveis no Brasil é a Caixa, que em junho passou a cobrar juros menores. A maior taxa praticada pelo banco caiu de 11% para 9,75%. Já a menor taxa, paga pelos clientes que já têm relacionamento com a instituição, foi reduzida de 8,75% para 8,5%. No entanto, antes de tomar a decisão de financiar um imóvel vale a pena pesquisar as condições oferecidas pela concorrência, que cobra taxas similares e até menores.

Taxas e prazo para pagamento
Para imóveis SFH (até 1,5 milhão de reais) e SFI (valores superiores a 1,5 milhão): Itaú – 8,3%; Banco do Brasil – entre 8,49% e 8,85%; Caixa – entre 8,5% e 9,75%; Bradesco – 8,85%; Santander – 8,99%. Quanto ao prazo máximo e percentual de financiamento, o Banco do Brasil, Santander e Caixa oferecem 35 anos e financiam 80% do valor. No Itaú, são 30 anos e 82% do valor. No Bradesco, 30 anos e 80%.