Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?

Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?

As empresas não podem mais doar dinheiro aos candidatos. No entanto, grandes empresários se mantêm no topo da lista dos contribuintes no RS. Nove sócios ou fundadores de empresas e um agricultor fizeram 28% de todas as doações de pessoas físicas nesta eleição. Juntos, realizaram 35 doações mas, como movimentam valores altos, são responsáveis por quase um terço do dinheiro distribuído a políticos.

O ranking

Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?

Rubens Ometto Silveira Mello.

Rubens Ometto Silveira Mello – (650 mil). Preside o conselho de administração da Cosan, uma das maiores corporações empresariais do Brasil, com negócios nos setores de etanol e infraestrutura.

Carlos Francisco Ribeiro Jereissati – (400 mil). Irmão do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), é presidente da holding que controla a Iguatemi Empresa de Shopping Centers, que administra 15 shoppings no país.

José Salim Mattar Junior – (375 mil). Presidente-executivo do conselho de administração da empresa de aluguel de automóveis Localiza.

Irani Bertolini – (264 mil). Fundador da Transportes Bertolini, empresa com sede em Bento Gonçalves que possui negócios de transportes, incluindo portos.

Alexandre Grandene Bertelle – (150 mil). É um dos fundadores da Grendene. De acordo com a Forbes, em 2016 tinha fortuna estimada em mais de sete bilhões de reais.

Quanto cada candidato já arrecadou?
Já estão disponíveis no site do TSE as prestações de contas parciais de todos os candidatos. Os valores foram coletados no dia 21 de setembro e podem ser acessados por qualquer eleitor.

Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?

Eduardo Leite.

Governador
Cada candidato ao governo gaúcho pode gastar nove milhões e 100 mil reais no primeiro turno. A liderança até o momento é de Eduardo Leite, PSDB, que já conseguiu mais de dois milhões e 843 mil reais. Depois estão Miguel Rossetto – PT, com dois milhões e 528 mil; Jairo Jorge – PDT, com dois milhões e 52 mil; Sartori – MDB, com um milhão e 743 mil; Mateus Bandeira – Novo, 609 mil; Roberto Robaina – Psol, 246 mil; Júlio Flores – PSTU, 35 mil; Paulo de Oliveira Medeiros -PCO, 600 reais.

Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?

Luís Carlos Heinze.

Heinze arrecadou mais de dois milhões
Senadores – O limite de gastos é de três milhões e 500 mil reais para cada candidato. Quem mais arrecadou até o dia 21 foi Luís Carlos Heinze – PP, com dois milhões e 387 mil. Em seguida estão Beto Albuquerque – PSB, com um milhão e 708 mil; José Fogaça – MDB, com um milhão e 502 mil; Paulo Paim – PT, 905 mil; Ana Varela – Podemos, 462 mil; Sandra Weber – Solidariedade, 200 mil; Carmen Flores – PSL, 200 mil; Abigail Pereira – PC do B, 129 mil; Romer dos Santos Guex – PSOL, 16 mil; Cleber Barcelos Soares – PCB, 12 mil; Luiz Carlos Machado – DC, quatro mil; Luiz Delvair Martins Barros – PCO, 600 reais; João Augusto de Moraes Gomes – PSTU, 200 reais; Marli Schaule – PSTU, 50 reais.

Deputados Federais
Os candidatos já arrecadaram mais de 55 milhões de reais. A maior fatia foi repassada pelos diretórios nacionais, estadual e municipal, dinheiro do fundo partidário. O limite de gastos é de dois milhões e 500 mil e a lista dos maiores arrecadadores é liderada por candidatos que concorrem à reeleição.

Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?
As 10 maiores arrecadações: Yeda Crusius – PSDB, dois milhões e 95 mil; Covatti Filho – PP, um milhão e 990 mil; Renato Molling -PP, um milhão e 912 mil; Jerônimo Goergen – PP, um milhão e 670 mil; Márcio Biolchi – MDB, um milhão e 588 mil; José Otávio Germano – PP, um milhão e 561 mil; Alceu Moreira -MDB; um milhão e 557 mil; Darcisio Perondi – MDB, um milhão e 515 mil; Jones Martins – MDB, um milhão e 514 mil; Osmar Terra – MDB, um milhão e 514 mil.

Deputados estaduais
Postulantes a uma vaga na Assembleia Legislativa receberam 26 milhões em doações. O limite de gasto de cada candidato é de um milhão de reais. A lista de maiores arrecadadores é liderada por candidatos que já têm mandato.

As 10 maiores arrecadações: Silvana Covatti – PP, 960 mil; Dirceu Franciscon – PTB, 477 mil; Patrícia Bazotti – MDB, 461 mil; Any Ortiz – PPS, 447 mil; Mareli Lerner Vogel – PP, 408 mil; Regina Becker – PTB, 400 mil; Tiago Simon – MDB, 361 mil; Ernani Polo – PP, 359 mil; Aloisio Classmann – PTB, 335 mil; Elizandro Sabino – PTB, 330 mil.

Candidatos a federal
A maioria dos candidatos não arrecadará sequer 10% do que a lei permite, já que dependem do fundo partidário, recurso próprio ou doações de pessoas físicas. Isso, no entanto, não significa que não tenham chance de eleger-se, já que o eleitor está mais consciente (não vende o voto) na hora de escolher seus candidatos. Marcelo Brum (PSL), concorre a federal por Santiago. Ele arrecadou 47 mil, destes, 11 mil foram doados por Ricardo Jornada da Rosa.

Eleições 2018: Você sabe quem são os maiores doadores?

Candidatos a estadual com poucos pilas
Dos mais de 800 candidatos que concorrem à Assembleia, cinco deles nasceram ou se criaram em Santiago ou cidades da região. O deputado estadual Bombeiro Bianchini (PR), que busca um novo mandato, conseguiu 91 mil, sendo 33 mil do próprio bolso. Júlio Ruivo (PP), já levantou 76 mil, repasses do diretório estadual, municipal e outras doações. O maior doador é o secretário de Obras, Haroldo Pouey, com sete mil. O candidato do Patriotas, Coronel Giovani Pasini, declarou ter arrecadado dois mil, recurso próprio. Márcio Bitencourt (PDT) arrecadou menos de oito mil, a maior parte repassada pelo deputado federal Afonso Mota, do mesmo partido. Horácio Brasil, Podemos, está com 26 mil, dinheiro que veio do diretório estadual e doação de Ana Varela, candidata ao Senado.