Empresário desabafa: “É injusto o sacrifício de algumas empresas”

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Santiago – O empresário Luiz Antônio Alves atua na cidade há muitos anos. Iniciou com a antiga Casa dos Tapetes. Hoje é dono da Ambientar e Vibeli Colchões, duas das maiores e melhores lojas da região. Ele também faz parte da direção do Centro Empresarial. Como conhecedor da atividade comercial, ele responde a questionamentos do Expresso.

Qual sua postura diante da não abertura do comércio?
No primeiro momento foi necessário o fechamento das empresas para conscientizar e educar quanto à gravidade da situação. Agora, mais importante que manter empresas fechadas é um trabalho orientativo sobre cuidados necessários; aglomeração, distância entre pessoas, higienização de ambientes etc. A responsabilidade está nas mãos também dos empresários. Sou favorável a tomar todos os cuidados necessários, porém, é injusto o sacrifício imposto a algumas empresas, quando até um formato de rodízio de segmentos poderia ser mais equilibrado.

Já sabe de algum número de demissões por empresas?
De outras empresas não tenho informações, nós, da Ambientar, entendemos que a saúde está em primeiro lugar e que o trabalho também mantém a saúde das pessoas em dia, bem como a sua dignidade. Por isso, na medida do possível, não vamos demitir; vamos manter toda a nossa equipe. Só precisamos do bom senso das autoridades, pois estamos impedidos até mesmo de receber os crediários. Assim fica difícil!

Luiz Antônio Alves.

Até que data você entende que os empresários aguentam sem abrir?
Não há uma regra única, tudo depende das características de cada empresa, segmentos, porte, financeiro. Vamos imaginar: todas as despesas fixas e impostos são pagos à vista. Essas não estão fechadas e continuam vencendo. Já tínhamos uma crise econômica muito grande. Os orçamentos das empresas já eram apertados. Penso que talvez algumas aguentem por 10 dias, algumas, 20, outras 30… Muitas não vão conseguir, infelizmente.

Qual ramo terá mais dificuldade nos próximos meses?
Quase todos vão ter grandes dificuldades, em especial, as empresas impedidas de abrir, ditas “não essenciais”.

O que fará para amenizar esse impacto?
Sair da crise com no mínimo um novo projeto em andamento.

Qual sua mensagem a todos?
Teremos que nos superar, manter o equilíbrio e encontrar o melhor caminho. Peço às pessoas que façam menos críticas e deem mais apoio. A rotina de uma empresa é de desafios diários, os quais serão maiores ainda. Para sairmos dessa, o desafio deve ser mútuo, pela manutenção do emprego e desenvolvimento da nossa cidade. Vivemos aqui, vamos por um tempo priorizar as compras nas empresas. Um apelo que faço até que as coisas voltem ao normal.