Estado deve 655 milhões à saúde

Estado deve 655 milhões à saúde

Imagem Ilustrativa.

Por causa da crise, o governo Sartori voltou a atrasar o pagamento para hospitais filantrópicos e prefeituras. Conforme a Famurs, a conta já chega a 655 milhões, parte dela ainda da gestão Tarso Genro. Mais de 500 milhões deste total destinam-se às Prefeituras, que enfrentam dificuldades para manter programas como Estratégia Saúde da Família, Primeira Infância Melhor e unidades de Pronto-Atendimento.

Hospitais na fila para receber
Os outros 155 milhões estão pendentes a estabelecimentos hospitalares, com atrasos se arrastando desde agosto. Isso atinge programas que dependem das verbas de incentivo do Estado, incluindo leitos psiquiátricos e de atenção a usuários de drogas, captação de órgãos para transplantes, UTI neonatal e Samu.

Estado deve 655 milhões à saúde

Rúderson Mesquita.

Para o Hospital de Santiago são 4 milhões
Conforme Rúderson Mesquita, administrador do Hospital de Santiago, de 2014 até agora o governo estadual deixou de repassar quatro milhões de reais. Somente de processos administrativos mais antigos, a conta chega a dois milhões e 676 mil. Em 2018, a perda por corte nos repasses já chega a um milhão e 60 mil. Para completar, foi cortada uma verba de um milhão e 800 mil anuais, dinheiro que era repassado como incentivo ao Hospital de Caridade por integrar o IHosp, plataforma de serviços que possibilita que instituições de saúde (serviços de urgência, clínicas, hospitais, operadoras de planos de saúde e outros) encontrem rapidamente leitos hospitalares para seus pacientes.