Milhares de santiaguenses não pagam passagem

Publicado por em .

O programa Giro Crítico e Noticioso (FM 100.7) ouviu André Maffini, diretor da Centro Oeste, empresa de transporte coletivo em Santiago há mais de 20 anos. Conforme Maffini, o transporte público está sofrendo uma grande modificação não apenas em Santiago, mas também em outras cidades. “Notamos a diminuição no número de passageiros, causada por vários motivos. Um deles é que Santiago tem uma frota de mais de 30 mil veículos e a facilidade para se comprar um carro ou moto é muito grande.”

Gratuidade deixa a passagem mais cara
A Centro Oeste transporta 5.500 passageiros por dia em Santiago. No entanto, apenas três mil pagam a passagem, já que os demais (2.500) usufruem da gratuidade (idosos, brigadianos e outros beneficiados por lei). “A nossa fonte de receita é o passageiro. Com tanta gratuidade, a passagem acaba ficando mais onerosa para quem paga”. André acredita que a gratuidade tende a diminuir ou até a acabar em alguns anos, como já ocorreu em vários países.

João Lemes, André Maffini e Sandra Siqueira.

Passagem eletrônica
André também destacou o profissionalismo da equipe de motoristas e cobradores, alguns com muitos anos de empresa e que são velhos conhecidos e amigos dos passageiros. A Centro Oeste emprega mais de 40 pessoas que atuam nas diversas linhas que atendem todos os bairros. Quanto à cobrança da passagem, falou que a tendência é que em pouco tempo a Centro Oeste implante a bilhetagem eletrônica (cartão recarregável do vale-transporte), que já é utilizado nas cidades maiores. Quanto a renovação da frota, afirmou que é feita sempre que necessário e que a Centro Oeste já pensa no uso de ônibus elétricos, menos poluentes do que os movidos a diesel.