‘No Rio Grande, começa o Brasil’

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Tadeu Martins e Éldrio Machado.

Santiago – A Semana Farroupilha chegou ao seu final nesta sexta, 20 de Setembro. Chegou ao final o período de festanças, mas não o de sentir orgulho pelo Rio Grande, de cultivarmos nossas tradições, seja em uma bailanta, festival, rodeio ou no dia a dia. O programa Giro Crítico e Noticioso (Rádio Nova Pauta 100.7) conversou com o tradicionalista, poeta e artista plástico Tadeu Martins, que falou sobre o gaúcho, o amor que sentimos pelo Rio Grande e o cultivo às nossas tradições. Acompanhe:

Quem é o gaúcho?
O gaúcho é esse ser desbravador com muito amor à sua terra. Às vezes, tem sua vaidade excessiva, o que se justifica já que saímos da Revolução Farroupilha quebrados, com as estâncias sem as peonadas após 10 anos de esfrega. Pouco depois vamos pra Guerra do Paraguai, e juntamente com o Brasil, vencemos. No Rio Grande começa o Brasil, com todo o respeito aos outros estados. Nós, gaúchos, temos orgulho do vermelho, que uniu o verde e amarelo (nossa bandeira).

O amor pelo Rio Grande
Não se explica o amor que sentimos pelo nosso Estado. Não temos um clima e uma paisagem de outros lugares como Minas e Rio, mas então de onde vem esse amor? Do amor-próprio por essa terra. O gaúcho tira a gravata e tem o orgulho de apertar o lenço, independentemente da cor que seja a peça. Não podemos urbanizar o gaúcho, para que não perca a sua raiz.

Cultura e tradição
Graças ao tradicionalismo, nossa cultura foi mantida. A tradição do RS estava quase morta, a prova é que as fábricas de chapéu não existiam mais. Os peões usavam bonezinho de lavoura. As selarias fecharam. Hoje, temos fábricas de chapéus graças ao jovem que assumiu o tradicionalismo. As fábricas de bombachas começaram e criaram etiquetas famosas. Os CTGs estão aceitando as bombachas mais estreitas, as povoeiras. As saias e blusas também ganharam espaço, no lugar do vestido da prenda. São mudanças que vieram para ficar, provando que nossas tradições estão cada vez mais fortes.