O Exército está pronto para o que der e vier

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Santiago – O general de Brigada Flávio Lajoia esteve na rádio Nova Pauta, participando do programa Giro Crítico e Noticioso. Entre os assuntos abordados, falou sobre o Exército, Amazônia e Santiago. O general Lajoia é gaúcho (nasceu em Cachoeira do Sul), ascendeu ao generalato no início de 2019 e foi designado para atuar no QG em abril. Ao longo da carreira militar atuou em várias partes do Brasil, com passagens por Campo Grande e Dourados (Mato Grosso do Sul), Santa Maria, Brasília e Rio de Janeiro. Também atuou em missões no exterior, na Guatemala, Estados Unidos e Chipre. Acompanhe os principais pontos da entrevista.

Alistamento e recrutamento
O general disse que hoje é menor a quantidade de jovens que se alistam. O serviço militar continua obrigatório, mas as famílias têm menos filhos e a necessidade do Exército também é menor. “Essa mudança que ocorre na família santiaguense (com menos filhos), é um reflexo do que acontece no perfil da maioria das famílias brasileiras”.

Os gaúchos
Embora já tenha servido em várias regiões brasileiras e no exterior, o general disse que o Rio Grande é especial. “Os gaúchos têm esse lado afetivo que a gente gosta. Cultiva o tradicionalismo e preserva as suas raízes. Tudo aqui é muito motivante e a gauchada enche o peito na hora de cantar o Hino Rio-Grandense, o que é sensacional”.

A função do Exército
“A tropa precisa estar preparada para atuar em qualquer situação, já que nossa formação é eclética. Tem que estar em condições de distribuir água, resgatar pessoas em escombros, combater incêndios, atuar em uma paralisação dos transportes. A gama das nossas atividades diárias nos prepara para isso. Estamos prontos para o que der e vier, justamente pelos grandes desafios”.

Crise da Amazônia
“É tudo uma briga por espaço. Os franceses não querem perder espaço e, se houver um acordo Mercosul e União Europeia, eles não produzem mais nada e vão querer produtos brasileiros. Temos que encontrar uma forma de desenvolvimento sustentável porque não dá para fechar a Amazônia e transformar num parque, porque isso nem o índio quer. Não dá para ir na onda de que o índio quer ser índio. Ele, como todos nós, quer progresso e se desenvolver. O que acontece com a França é que o Mercado Comum Europeu quebrou e está cada país por si, querendo comprar carne e outros produtos pagando menos. Aí surge o interesse no Brasil. É preciso estabelecer políticas de preservação da Amazônia, mas que possibilite que o brasileiro possa usufruir das nossas riquezas.

Santiago uma cidade limpa, acolhedora e de um povo maravilhoso. A gente se sente perfeitamente integrado à cidade. Contem com o nosso Exército naquilo que a gente possa contribuir para a grandeza desta terra.