O que pode estar por trás da morte do menino João Vitor?

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(por João Lemes)
Prezados leitores. Conversei com o delegado Guilherme Antunes, um dos intelectuais da polícia brasileira. Um especialista que vai a fundo nas questões. Até hoje, não vi nenhuma linha de investigação sua que tivesse algo fora da realidade.

Sobre o caso desse menino morto a facadas, a história pode não ter nada a ver com roubo, já que nada faltou na residência (e poderia ter feito isso sem machucar ninguém, caso fosse essa sua intenção).

Importante!
É salutar deixar bem claro que essa é uma linha de investigação baseada no histórico do autor e numa conversa da mãe da vítima ainda no hospital em estado de choque. Nada impede que ela própria venha a mudar sua versão para a polícia.

João Vitor pode ter sido morto por pura vingança
Sigamos a linha do delegado Guilherme. Algumas vezes, esse jovem furtou objetos na casa da vítima. Então, a mãe de João Vitor, disse a ele que o entregaria à polícia, caso seguisse fazendo das suas. Numa dessas, o criminoso (que há pouco estivera internado em clínica de recuperação) teria ido à referida casa de noite, por volta das 23h, teria aberto uma janela, entrado na casa e machucado o cãozinho da família, quebrando suas patas. Isso foi constatado pela família assim que os três chegaram em casa. Não contente, o autor voltou de madrugada e esfaqueou João Victor.

Vejamos: Conforme o delegado Guilherme, esse jovem tem sérios problemas comportamentais. Inclusive não era fácil nem para sua família conviver com ele. Em muitas vezes, teria atacado até sua vó. Prevendo um mal maior, e seguindo uma lógica corroborada pela sua grande experiência criminal, o delegado Guilherme pediu sua internação bem antes dessa tragédia. Parecia prever tudo isso.

Ainda, segundo o delegado, João Vitor e um compadre da sua mãe jogaram vídeo game até tarde. Foram dormir e a porta teria ficado fechada, mas não trancada. Talvez até por um descuido. Então, ele entrou facilmente, tapou a boca da criança com uma camiseta, desferiu as facadas e saiu sem levar nada.

Nota do Nova Pauta – Diante de tudo isso, pedimos cuidado com o que dizem pelas redes sociais, pois a mãe está em choque e não consegue nem falar direito. Pior que uma injustiça é cometer outra com inverdades e calúnias por parte de quem não sabe o que diz.

O fato
João Vitor Mendonça Severo, 10 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na manhã deste sábado (19) no hospital de Passo Fundo. Ele foi esfaqueado na madrugada de sexta (18) por um adolescente de 17 anos que invadiu sua casa, no bairro Nei Pereira. João Vitor estava dormindo. Os golpes perfuraram seu pulmão.

A vítima conseguiu informar as características do infrator e ele foi apreendido em seguida pela Brigada, em via pública. Foi autuado por tentativa de homicídio e encaminhado pelo Ministério Público para a Case, de Santo Ângelo.

A REPERCUSSÃO NA SOCIEDADE
CAROL PIRES escreveu:
“Ele estava em casa, no lugar onde deveria estar protegido, deitado em sua cama, provavelmente torcendo para que a noite passasse de pressa para poder brincar e aproveitar o fim das férias como uma criança saudável e alegre quando o dia amanhecesse. Seria uma noite tranquila se não entrasse um assassino em sua casa e lhe desferisse varias facadas, tirando sua vida de uma forma tão brutal. Ele não tinha como se defender, não deveria nem entender o que estava acontecendo, eu imagino o pânico desse menino, eu imagino o desespero dessa família. Eu conheço a mãe dele, mas independete , em todo momento me coloco no lugar do menino que se foi, da mãe que fica, do tio que se sentiu impotente naquele momento”…

“Hoje foi o João Vitor de apenas 10 anos, amanhã pode ser alguém da nossa família, pode ser na nossa casa enquanto dormimos depois de um dia cansativo, hoje foi a família do João que foi dilacerada por um desgraçado que se esconde covardemente atrás da sua idade, um menor maldito que logo estará na rua de novo, enquanto a família do João nunca mais o terá de volta! Eu sinto dor e revolta por essa família que fica e principalmente pelo João Vitor que não voltará mais para eles, nem para sua escola e nem para seus amiguinhos! Um inocente que se vai! Até quando?”
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