Outros novembros virão, com certeza

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(Breno Serafini – escritor)
Setembro é o mês das flores, outubro consolida o porvir, novembro, a confirmação de novas possiblidades. Depois de uma onda pandêmica que adentrou em março, com todo o cuidado, é hora de trilharmos novos caminhos, mesmo que mascarados.

Todo cuidado é pouco, nada de gripezinha ou físico de atleta, enquanto não chegar a vacina ou algo equivalente, a nossa nova realidade. Mas nem por isso estamos proibidos de sonhar, fazer planos, olhar para a frente.

Porque o que passou, passou: o canto dos pássaros nos traz outras energias, talvez no bico de algum deles um ramo da esperança. Assim seguimos em busca de um sonho coletivo que respeite a natureza, as individualidades, a criatividade e o afeto.

Com tanto discurso de ódio nas redes, nossa única chance é virar a chave, pensar no planeta, no futuro de nossos filhos. E são tantos os exemplos ao contrário. Assim, parodiando a canção do Milton, outros novembros virão, com certeza. Na verdade, não depende tanto de nós. Mas temos de acreditar.