Pimentão pega 18 anos pela morte de advogado

Pimentão pega 18 anos pela morte de advogado

O advogado Miguel Eduardo Freitas.

São Chico – Antônio Carlos Gehm Pimenta Neto (Pimentão), 48 anos, foi condenado há 18 anos de cadeia pela morte do advogado Jessener Severo (29 na época do crime), ocorrida em abril de 2010, numa propriedade no interior do município.

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No dia do crime, Antônio Carlos foi até a Brigada e disse que seu amigo Jessener tinha levado um tiro na cabeça quando desceu da camioneta para abrir a porteira. Ele contou também que ao socorrê-lo, foi atingido na perna por um disparo feito por dois indivíduos que estavam escondidos em um mato.

Matou o amigo e atirou na própria perna
Baseada nas investigações que duraram 8 anos, a promotora Anahy Gracia de Barreto convenceu os jurados de que Pimentão foi o autor do disparo que tirou a vida do jovem advogado e também do tiro em sua própria perna. O motivo do crime teria sido questões relativas ao carregamento de uma carga de gado.

Pimentão pega 18 anos pela morte de advogado

Antônio Carlos Pimenta e Jessener Severo.

Habeas corpus
O réu, que até então respondia em liberdade, agora está preso. Os advogados de defesa, Miguel Eduardo Freitas Garaialdi e Carmen Eveline Freitas Garaialdi, vão entrar com recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado. Eles entrarão com habeas corpus para que o réu possa ficar em liberdade, enquanto o recurso tramita.

Perícia e contradições
Os advogados entendem que a decisão dos jurados foi contrária às provas, em especial à prova pericial. A promotora teria se apegado na questão de que sumiu a bota e uma parte da bombacha de Pimenta, mas a defesa alega que a bota ele perdeu no caminho até a cidade. Já a bombacha teria sido cortada no hospital porque estava suja de sangue. Mesmo assim, a perícia teria condições de dizer se o disparo foi feito à distância ou não (caso fosse pelo réu, teria sido à queima-roupa). Mas nada disso consta na perícia, alerta o advogado.