Por que os casos de Aids cresceram tanto?

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Por muito tempo, o SUS foi considerado modelo na luta contra a epidemia de HIV. Desde 1996, o país garante a tratamento gratuito e coquetéis de medicamentos. Desde então, a expectativa de vida dos doentes subiu de cinco para 12 anos. No entanto, nos últimos tempos, o número das novas infecções voltou a crescer. Se em 2010 houve 44 mil novas infecções por HIV no Brasil, em 2018 elas chegaram a 53 mil.

Altos números
O Ministério da Saúde estima que 866 mil brasileiros sejam soropositivos, dos quais, mais de 500 mil recebem acompanhamento pelo SUS.

Descaso
Especialistas dizem que atrás disso está a pouca prevenção. Houve um silenciamento sobre a Aids, um descaso, um relaxamento por parte dos governos e de escolas. Sempre houve resistência às aulas de educação sexual e ao esclarecimento. Também fortaleceu-se a resistência contra a distribuição de preservativos nas escolas.

Em Santiago, o número de casos é de um homem para uma mulher
A enfermeira Ana Souto disse que o preconceito contra a doença ainda existe. “O problema surgiu quando apareceram os primeiros casos no mundo. À época, a comunidade científica rotulou a doença como uma epidemia gay. O que não é verdade. Em Santiago, por exemplo, o número de casos é de um homem para uma mulher”.
Também comentou que, em seis meses de tratamento adequado, é possível zerar a carga viral, quando a pessoa deixa de transmitir o vírus. Claro, que o tratamento deve ser feito pelo resto da vida, usando os medicamentos de forma correta e ininterrupta.

Santiaguenses notificados
“O número de santiaguenses notificados com a doença é de 265 casos. No entanto, passaram 400 pela secretaria de Saúde, já que também atendemos pacientes de outros municípios da região”. No mundo, existem 36 milhões de pessoas com Aids. No Brasil, são 718 mil casos.

Diagnóstico seguro
O teste pode ser feito nos ESFs e na secretaria de Saúde. O resultado é entregue diretamente ao paciente, sem o risco da informação vazar. Também é importante lembrar que a identidade do paciente é preservada. O medicamento também é entregue somente ao paciente ou a pessoa por ele autorizada.

Alerta para combater o avanço da Aids
Santiago – Na semana passada uma equipe da Secretaria de Saúde, acadêmicos da URI e alunos do SEG se mobilizaram para conversar com as pessoas, panfletar nas lojas, distribuir adesivos para os carros e conscientizar sobre os avanços da Aids, uma doença que está mais presente na sociedade do que pensamos. E isso é um perigo à saúde. Por isso que o melhor método é a prevenção. Também foi ressaltado sobre os testes para detectar a doença, que podem ser feitos nas unidades de saúde.