Professores em greve

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Mobilização em frente ao Instituto Professor Isaías.

O Magistério estadual não concordou com o pacotaço do governador Eduardo Leite, que prevê alterações no plano de carreira dos professores, no estatuto do servidor público e na previdência estadual. O Cpers decretou greve por tempo indeterminado, até que o governo reabra negociação com a categoria.

Algumas escolas fecharam as portas
Em Santiago, a greve é geral nas escolas Monsenhor, Cândido Genro e Alceu Carvalho. No Isaías e Lucas Araújo, alguns professores seguem trabalhando, mas a maioria optou por parar. No Thomás, Apolinário e Cristóvão Pereira a paralisação é parcial. Conforme o núcleo do Cpers de Santiago, a greve atingiu (parcialmente no integralmente) 93% das escolas da região. Nas 24 escolas da região (rurais e urbanas), 10 estão fechadas, 12 com atendimento parcial e somente duas estão funcionando normalmente.

Mobilização na escola Apolinário.

Na quarta, 20, houve mobilização na escola Apolinário e em frente ao Instituto Professor Isaías, em Santiago. Para sexta, 22, estão marcadas atividades na praça central, reunindo um grande número de educadores e apoiadores. Conforme Leandro Wesz Parise, diretor do Cpers, haverá uma aula pública pela manhã (a partir das 8h).

Apoio de todos
O Cpers também está visitando as câmaras da região e pedindo para que os vereadores assinem moção de apoio às novas pautas. Todos os Legislativos visitados estão do lado do magistério.

O piso mais baixo do Brasil
Em 2019, foi definido um reajuste de 4,17% para o Piso Salarial dos Professores, passando para R$ 2.557,74.Mas nem todos os estados seguem a lei. O RS é o estado com o básico mais baixo do magistério, de apenas 1.298 reais. Os mais altos são pagos em Mato Grosso (4.350), Tocantins (4.377), Mato Grosso do Sul (5.553) e Maranhão (5.751).