Promotora de Santiago atuou no caso Bernardo

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A promotora de Justiça, Sílvia Jappe, atua em Santiago há quatro anos. Foi uma surpresa para muita gente vê-la atuando no caso Bernardo, em Três Passos. Acontece que a promotora Sílvia trabalhava naquele município na época do crime, em 2014, responsável pela denúncia dos acusados. Nesta semana ela recebeu a redação do Expresso para falar sobre o caso.

Por que a senhora atuou na acusação no caso Bernardo?
Logo que tomei posse como promotora fui designada para Três Passos. O caso estava recém começando, após o corpo ser localizado. A denúncia recém havia sido oferecida e acompanhei toda a instrução antes de vir promovida para Santiago.

Quais foram as principais dificuldades neste caso?
A investigação feita pela Polícia Civil foi primorosa. Quando o processo chegou pro Ministério Público a investigação estava pronta e cheia de elementos, o que facilitou nosso trabalho. Então, durante a instrução do processo, o que se objetivou foi conferir todos aqueles elementos de prova que a polícia já tinha angariado nas investigações. E que se confirmaram, tanto, que eles foram condenados.

E como se deu sua atuação no júri?
Em razão de eu ter acompanhado toda a instrução deste processo, da primeira à última audiência e interrogatório, antes da sentença de pronúncia o Ministério Público e as defesas apresentam uma peça que se chama memoriais, alegações finais escritas. E fui eu que fiz. É ali que se faz a análise de tudo o que aconteceu no curso do processo. Por ter acompanhado a instrução e apresentado os memoriais, eu tinha um conhecimento bem grande com relação ao processo. E foi por tudo isso que o colega de Três Passos solicitou que eu acompanhasse ele no trabalho de plenário. A bem da verdade, fiquei muito feliz com o convite. Eu queria participar, para ver o retorno de todo o trabalho empenhado.

A Promotoria vai recorrer sobre a sentença de algum deles?
Sim, até porque se vislumbra a possibilidade de aumentar as penas. O colega lá de Três Passos já me sinalizou nesse sentido.

E o trabalho na Promotoria Criminal de Santiago. Há muitos processos?
Cheguei em Santiago vai fazer quatro anos. Me senti bem acolhida, gostei da cidade. A Promotoria Criminal, em especial, tem um grande volume de trabalho. Isso demanda muito esforço e serviço. Mas temos uma equipe muito boa. Isso torna o trabalho muito bom, apesar de volumoso. Durante todo esse tempo eu também acumulei a Promotoria Especializada, que estava sem titular. Mas, em maio, chegará a colega Marina Lameira, que assumirá a especializada.