Quando o lucro sai pelo ladrão

Publicado por em .

Quando o lucro sai pelo ladrão

Imagem ilustrativa.

Furtos causam prejuízos milionários a supermercados
Santiago – Na semana passada, uma idosa de 72 anos foi flagrada roubando em um dos supermercados Guasso de Santiago. Foi o que bastou para que algumas pessoas fossem às redes sociais em sua defesa, esquecendo-se de que furto é crime e pode resultar em uma pena de até quatro anos de cadeia. Outros, publicaram que o dono do supermercado deveria era dar uma cesta básica à mulher, já que estaria roubando por necessidade (chocolates, palito de dente, sabonete, goiabada, chá, gelatina, entre outros).

Roubo chega a um milhão por ano
Conforme o empresário Vander Guasso, o valor de uma, 10 ou 100 cestas básicas não faria diferença. “O que faz a diferença é o somatório do que é roubado quase que diariamente, representando até 35% de todas as perdas de um mercado”. Vander calcula que os pequenos furtos, apenas nos cinco supermercados Guasso de Santiago, representem perdas perto de um milhão de reais por ano. “Esse dinheiro seria suficiente para abrir outra filial e gerar 50 empregos. As pessoas publicam coisas na internet sem saber o que as empresas enfrentam no dia a dia”, explica o empresário.

Quando o lucro sai pelo ladrão

Vander Guasso.

No Brasil, perdas são bilionárias
Um levantamento da associação brasileira de supermercados (Abras) mostrou que a prática de furtos é uma vilã dos empresários. Entre 2016 e 2017, o índice de perdas no setor aumentou mais de 900 milhões de reais, chegando a dois bilhões e 500 milhões de prejuízos. Uma das maneiras de evitar o furto é investir em segurança, medida já tomada por praticamente todos os empresários, através das câmeras de monitoramento, que muitas vezes não inibem o ladrão. Os produtos mais visados são chocolates, bebidas e perfumaria.

Furtos podem chegar a 3 milhões
Não existe uma estimativa concreta de quanto os furtos representam por ano nos supermercados santiaguenses. Mas, levando-se em conta os cálculos de alguns empresários, o valor “surrupiado” em mercadorias nos mercados maiores e naqueles de bairros, supera os três milhões.

“Não tolero mais a roubalheira”
Vander disse à reportagem do Canal Expresso, que muitas vezes flagrou até algum funcionário praticando tais furtos. “Antes eu apenas dava as contas, não denunciava. Só que, assim, o ladrão acabava ficando no seguro-desemprego, usando dinheiro do governo, ou pior: voltava a atuar no ramo, para outro colega, e seguia roubando da mesma forma. Sou a favor do emprego, do progresso, mas não tolero roubalheira de espécie alguma”, desabafou.