Santiago deve gerar mais de 200 empregos

Vêm aí madeireiras, lojas, atacadão, trem de turismo…
(por Denilson Cortes)
O medo de ficar sem trabalho lhe tira o sono? Entretanto, Santiago vai se revelando uma cidade diferenciada, onde a dificuldade para se conseguir emprego ficará menor a cada dia. O Expresso ouviu do prefeito Tiago Gorski (PP), o que está sendo feito para aumentar as vagas e descobriu que a matriz econômica de Santiago mudará com a chegada de duas grandes indústrias madeireiras. Só essas duas podem gerar 100 empregos, fora outras empresas de grande porte, como rede de lojas, atacadão, centro agropecuário e revenda de máquinas agrícolas, podendo resultar em mais de 200 empregos.

Indústrias madeireiras atuam na exportação
Durante anos, vários municípios buscaram essas indústrias, mas foi Santiago quem bateu o martelo. O prefeito confirmou a instalação de duas madeireiras. Uma delas processará os pínus de toda a região, como Rosário, São Borja, Cacequi, São Francisco e Maçambará. Transformará tudo em chapas de compensado para exportação. A empresa já instalou uma unidade este ano em Minas do Leão. Agora, por meio das articulações da Administração Municipal, escolheu Santiago para colocar a sua segunda fábrica no Estado, a ser construida no segundo semestre. O prefeito acredita que a obra comece em agosto, até porque o terreno já foi destinado à indústria.

Eucaliptos no chão e carretas na estrada
Com a segunda madeireira, a Prefeitura fechou parceria na semana passada. A empresa comprou as plantações da antiga Stora Enzo e processará as florestas de eucaliptos da região, plantadas em Santiago, Unistalda, São Francisco, Manoel Viana e demais municípios. Tudo será trazido para cá, dando um fluxo de 40 carretas por dia, devido à capacidade de processamento. A ideia da empresa era começar em julho, mas houve demora na escolha da área. Os eucaliptos serão triturados (moídos) e usados na geração de energia (abastecimento de caldeiras), nas grandes indústrias do sul do Brasil.

Atacadão, Luíza, Deltasul, Havan…
Grandes redes de eletrodomésticos estão se instalando em Santiago, como a Magazine Luíza e a abertura da 3ª loja da Deltasul. Também está confirmado para Santiago um atacadão da Rede Vivo, um centro de distribuição de mercadorias que funcionará na rua Dr. Rivota. O prefeito confirmou que está em contato permanente com a Agrofel (concessionária New Holland), Alvorada (John Deere) e com a Agco (Massey Ferguson). Algumas já estão procurando galpões para alugar em Santiago. A outra novidade é que um investidor de Santiago construirá um pavilhão às margens da BR 287 e está em negociação com as lojas Havan para que se instale no local. Também é provável que em breve tenhamos novidades na geração de energia, através da construção de pequenas centrais hidrelétricas.

A volta do trem
O município está em tratativas com um investidor de Santa Catarina, que tem o know- how (sabe como fazer) na área de trens turísticos. Há uma previsão concreta de que já no primeiro semestre de 2019 tenhamos o passeio turístico implantado em Santiago. O que falta definir é se o roteiro será com destino a Jaguari ou a Unistalda (depende das condições da ferrovia). Nesta sexta (15) o prefeito Tiago receberá os diretores da Rumo Logística, quando também tratará sobre essa parceria.

Distrito Industrial foi ampliado.

Nova matriz econômica é a meta
O prefeito Tiago destacou que tem o compromisso de mudar a matriz econômica de Santiago, tanto é que estão surgindo novas empresas e até reinaugurações das já instaladas. “Estamos atacando em todas as áreas, fazendo o dever de casa, buscando desburocratizar o processo de abertura de empresas e fortalecendo as compras locais. Metade do orçamento gira em compra de materiais e contratação de serviços. São 70 milhões de reais por ano que precisamos fazer ficar aqui, circulando e aquecendo nossa economia. Temos a secretaria de Desenvolvimento Econômico que mede a quantidade de empregos gerados. No primeiro quadrimestre deste ano, embora com a crise, temos um saldo de 59 empregos. Vagas essas criadas através do fortalecimento das empresas locais e de uma política agressiva de nossa gestão, que é buscar novas empresas”, explicou.