Uma eleição pra lá de espinhenta em São Chico

Publicado por em .

O promotor, Vinícius Cassol.

O Ministério Público deflagrou a Operação Espinhos, cumprindo mandados em cinco endereços. A investigação apura possíveis irregularidades ocorridas na campanha eleitoral, como compra de votos, pagamentos de despesas, transporte de eleitores, fornecimento de combustíveis e entrega de cestas básicas, tudo com vinculação a candidatos de uma coligação. Com a apreensão de celulares, anotações e HD, o Ministério Público investiga a situação dos envolvidos e não descarta uma nova eleição.

O promotor Vinícius Cassol falou sobre o caso:

“Na última semana antes da eleição fomos surpreendidos com essas notícias em redes sociais e instauramos procedimentos. A fase ainda é de investigação. Ainda não tive acesso aos dados dos celulares. Com a análise desses dados, não [woocommerce_members_only] significa que haverá ou não uma ação judicial, da mesma forma não significa, que se houver alguma coisa, todos serão processados.

Via de mão dupla: tanto quem compra como quem vende o voto pode ser punido

O promotor disse que não tem como antecipar se haverá alguma ação contra um, dois ou vários, podendo até ser contra mais pessoas. Quanto a quem vende seu voto, é bom lembrar que o mesmo artigo do código eleitoral que trata da conduta de quem compra o voto, vale também para aquele que vende – são as duas espécies da corrupção eleitoral”.

Caso a chapa majoritária esteja envolvida, a nova eleição será o único caminho

Indagado sobre os prazos para início e fim dos processos, disse que a Justiça Eleitoral, por ter se tornado eletrônica, deu mais celeridade a tudo. “É claro que o Ministério Público não tem como prever uma data, pois são muitos os envolvidos e todos serão ouvidos, há prazos para defesas etc. Sobre uma nova eleição, no momento que reunirmos elementos que demonstre que conduta ilícita que atinja a chapa majoritária, o único caminho seria a nova eleição”, disse ele.

Qualquer ação será pautada em provas

“Quero lembrar à comunidade que o Ministério Público atua de forma imparcial e não sofre nenhuma influência política e nem pressão pública. Independentemente do que as pessoas comentam nas redes sociais, na padaria ou na fila do banco, a população pode confiar que qualquer ação emitida será pautada em provas”, garante o promotor. [/woocommerce_members_only]

[woocommerce_non_members_only]Conteúdo liberado somente para assinantes. Assine aqui![/woocommerce_non_members_only]