A greve é justa e necessária

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(Denilson Côrtes)

Poucas categorias são tão unidas como os professores estaduais do RS. Desde 1945 eles lutam juntos pelos mesmos propósitos que cruzaram intactos mais de sete décadas de história: dignidade profissional e educação pública de qualidade. Ao longo deste período, várias conquistas foram sacramentadas, como o plano de carreira em 1974. No entanto, para o professor gaúcho, nada nunca foi fácil. Foram necessárias várias greves, algumas que excederam meses de paralisação. Durante o governo Jair Soares (1985), a duração foi de 60 dias. Em 1987 (governo Simon), a paralisação se estendeu por 96 dias. Nestas e em outras menores, os professores sempre tiveram ao menos parte de suas reivindicações atendidas. Colares também enfrentou uma greve de 74 dias em 1991, que só terminou após os professores terem seus pedidos atendidos. A última grande greve do Cpers aconteceu no governo Sartori, com 94 dias de duração. A que inicia agora, tem um foco diferente: os professores lutam por sua dignidade e pelo respeito. Não há como aceitar que um governo (que ainda não mostrou a que veio) queira extinguir conquistas históricas. A greve é justa, necessária e tem o meu apoio.