Assalto, refém e tiroteio 03/10/08

A quadrilha que assaltou o Sicredi de Jaguari e aterrorizou a população está quase toda na cadeia. Três deles foram presos na madrugada de quarta-feira, numa barreira perto de Cacequi. De dentro de um Monza, ainda trocaram tiros com os policiais. Foram recuperados mais de 19 mil reais levados do banco. Os bandidos tinham pistolas, revólveres, espingarda calibre 12, coletes e farta munição. No início da manhã, outro membro da quadrilha se entregou, pois estava baleado na clavícula desde o dia anterior. Dois ainda estão foragidos. Os assaltantes eram de Porto Alegre e Santa Maria, identificados como Silvinei Valente, Michel Shefer, Vinicius Martins e Gilmar de Andrade.O assaltoNa manhã de terça (11:30) quatro assaltantes quebraram o vidro da agência e fizeram a faxineira Maria Donini de refém. Após pegarem o dinheiro, foram surpreendidos pela Brigada. Houve tiroteio e uma viatura foi alvejada várias vezes. Os marginais fugiram em direção a São Vicente, mas perto da cidade deram de frente com uma barreira policial. Tentaram voltar, mas ficaram encurralados. O jeito foi abandonar a refém, o carro e correr para o mato, na localidade conhecida como Salsinho.A ação policialImediatamente, cerca de 70 policiais militares e civis de toda a região montaram um cerco no matagal. Durante o dia não foram pegos. Pela madrugada, ao tentarem a fuga num Monza, dirigido por outro comparsa que os esperava, não tiveram sorte e foram apanhados, pois no trevo de Cacequi toparam com outra barreira. Houve novo tiroteio, mas sem gravidade. A polícia informou que trata-se de uma quadrilha que optou por agir no interior do Estado, sendo que mais de 50 policiais militares e 15 civis continuam as buscas na região para prender os outros dois bandidos. Pânico em JaguariDesde a chegada dos bandidos ao Sicredi, a população não teve mais sossego. Foi quase uma ação cinematográfica, com tiroteio, gente assistindo, outros se escondendo. Uma vizinha da agência, trancou-se no banheiro, com medo de chegar ao banco e achar todos mortos.Refém em choque – A refém Maria Donini (61 anos) ainda está hospitalizada em estado de choque, não pelos poucos ferimentos, mas pelo pânico vivido. Ela andou 20 km entre dois bandidos, que a toda hora diziam que iriam colocá-la no porta-malas.

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