Churrasco a preço de ouro – 08/07/11

A carne bovina teve altas subas nos últimos meses, assustando o consumidor. O curioso é que alguns supermercados apresentam grandes diferenças de preço e culpam os impostos. Outros afirmam que os costumeiros bloqueios de exportação fazem o preço ficar mais estabilizado. Saiba onde economizarA gauchada que entende de churrasco não abre mão de dois cortes. E, tanto a costela como a picanha, subiram. Mas, com uma boa pesquisa, os santiaguenses podem economizar até 20% em cada quilo, especialmente na picanha, que há pouco era vendida por R$ 14,90 (Mercado Vielmo) e R$ 17,49 na Tritícola. Ainda na Tritícola, a peça inteira com picanha, alcatra e maminha sai por 14,90 o kg (promoção nas quintas e sábados). O barato está nas vilasTambém chama a atenção o fato de que os pequenos açougues e mercados de bairros conseguem vender a carne mais barata que as tradicionais redes (que compram em larga escala e teriam como fazer preços melhores). Na Rede Vivo, por exemplo, o quilo de maminha é vendido a 18,90. Os mercados Vielmo (São Vicente) e Santiago (Monsenhor), vendem o mesmo corte por 14,90. Preços vão seguir em altaO ano de 2011 será marcado pela baixa oferta de bovinos com preços firmes da arroba e alta, o que impõe grandes desafios aos frigoríficos. E essa tendência ocorre pelo 5º ano em que a arroba do boi eleva-se acima da inflação. Mas a falta de boi não é apenas no Brasil. A produção mundial encontra-se em queda desde 2008 e a recuperação dos rebanhos é lenta. Os Estados Unidos abateram muita vaca, e a Argentina reduziu seu rebanho, aumentando o problema. A União Européia está cada vez mais dependente de importações. Não existe mais boi barato no mundo, analisam os fornecedores.Carne mais barataAlguns vendem por menos pra manter o clienteConforme Gilberto Guerin, responsável pela Inspetoria Sanitária em Santiago, os açougues e mercados de bairro geralmente compram carne de frigoríficos de fora (Santa Maria, Santo Ângelo, Manoel Viana) e conseguem preços menores. Com isso, podem vender mais barato e conquistam o cliente, que não precisa ir aos grandes mercados para comprar a carne.Obs. Em Santiago, os açougues que compram gado vivo são obrigados a carnear no matadouro Bela União ou Frigorífico Sagrilo, pois apenas esses locais são fiscalizados pela Inspetoria Veterinária. Mais de 600 bois por mêsNão existe uma estimativa de quantas toneladas de carne são consumidas por mês em Santiago. No entanto, os dois matadouros, Sagrilo e Bela União, carnearam 696 animais em maio. Parte desta carne abastece Jaguari, São Francisco e outras cidades.Metade da carne que vai à sua mesa é clandestinaA metade de toda a carne produzida no país e que vai para o prato dos brasileiros escapa de qualquer avaliação da vigilância sanitária. O Serviço de Inspeção Federal (SIF) atua em 3,82 mil estabelecimentos registrados. Ele cobre 21 milhões de cabeças de bovinos oficialmente abatidos por ano, de um universo estimado em 40 milhões. Só em Mato Grosso, foram carneados clandestinamente 2,5 milhões de bovinos em 2010, contra 4,33 milhões de abates legais. Perigos da carne sem a inspeçãoA Vigilância Sanitária alerta para os sérios riscos que a carne sem inspeção pode oferecer à saúde. “São cerca de 30 doenças que podem ser transmitidas. As mais comuns são tuberculose bovina, cisticercose e brucelose”. Um estudo ainda revelou que 40% das pessoas em clínicas psiquiátricas no Brasil, são portadores de doenças causadas por carne contaminada.Cariocas dizem não para os clandestinosOs deputados do Rio aprovaram uma lei que obriga açougues e supermercados a informarem, em local visível, o nome, telefone e endereço do frigorífico fornecedor. Isso vai garantir a qualidade do produto e combater os matadouros ilegais que colocam a saúde pública em risco.

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