Fim da linha, Dallazén! – 08/05/09

Um dos mais badalados crimes de Santiago voltou à tona nesta semana quando o militar José Francisco Dallazén soube que finalmente terá que deixar o Exército e ser preso pela Justiça comum, vindo a cumprir o restante de uma pena de 16 anos em regime fechado. Dallazén foi condenado por matar a esposa Maria Terezinha com várias facadas em 1998. Foi a júri no ano de 2006 mas apelou em liberdade junto ao Tribunal Regional, que apenas confirmou a sentença dada em Santiago. Em seguida, a maneira que a defesa encontrou para manter o réu fora das grades foi entrar com agravo no Supremo Tribunal, pedindo a anulação do julgamento alegando supostas irregularidades no desenrolar do júri, como erros no sorteio dos jurados etc, o que mais uma vez não teve êxito.Do quartel pra o presídioDallazém já cumpriu um ano e quatro meses ficando preso no quartel. Esse tempo vale como parte da pena dos 16 anos. Com isso, terá que ficar em torno de cinco anos no regime fechado antes de tentar a progressão para o semiaberto, pois seu crime foi considerado triplamente qualificado.Justiça feita – Conforme Eudócio Pozo, advogado da família da vítima, agora o condenado terá que ser dispensado para cumprir pena no presídio, bastando apenas a sentença ser publicada, o que pode levar uns 20 dias. “A família está eufórica porque finalmente haverá Justiça, depois de tantos anos com o processo se arrastando de tribunal em tribunal. Agora, não há mais recurso e o culpado irá de fato para o presídio,” argumenta Pozo.

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