A peste do gerundismo pegou em Santiago

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(João Lemes)*
“Vamos estar fazendo, vamos estar arrecadando e vamos estar distribuindo porque ninguém precisa estar usando uma roupa que poderia estar doando.”

Estranhou esses verbos assim, no gerúndio? Essa é a moda linguística que pegou em Santiago, principalmente no setor público. Os precursores foram o ex-prefeito Júlio Ruivo e a ex-primeira-dama. Agora está o prefeito Tiago na mesma linha e outros tantos secretários, como ouvimos hoje na Rádio Santiago. De brinde, vez por outra sai um “elo de ligação”.

E a moda vai se alastrando. Diversos outros líderes aplicam, principalmente o público feminino. Há também muitos professores da nossa gloriosa URI nessa prática.

Mas em linguística é assim; ouviu muito, pegou! É só não se “policiar”.

Obs.: o gerúndio expressa uma ação em curso ou uma ideia de progressão, a exemplo de “vivendo”, “partindo”, brincando”. O que atrapalha e deixa a comunicação tosca é seu uso em excesso e desproposital como em “vamos estar fazendo” em vez de “vamos fazer” e assim por diante.
Espero ter colaborado.
* (Jornalista graduado em Letras, mestrando em Educação pela UFSM)

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