A derrocada da esperança e a felicidade

A derrocada da esperança e a felicidade

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(Arlete Gudole)
Ia escrever sobre o misto de alegria e tristeza que senti com a prisão do Lula. Declinarei do feito lamentando a chance perdida pelos petistas de transformarem o país em grande Nação. Ao cotejarem a rapinagem, descambando no lodaçal de corrupção que se alastrou pelas esferas do Poder, mataram o que o povo tinha de melhor e mais bonito: a esperança do surgimento de um novo e ético Brasil. Para não me deixar sucumbir pelo triste e frustrante sentimento movido pelo ódio, escreverei sobre o provérbio persa que trabalhei com meus alunos e que foi tema da redação no vestibular da UFSM. “Vivia preocupada porque não tinha sapatos, até encontrar um homem que nem tinha pés”. Ao comentarmos essa metáfora, poucos entenderam o real sentido dela embora, naquele tempo, lessem mais e fossem mais interessados.

Quanta alegria senti e eles por termos trabalhado esse tema, pois o número de vestibulandos que não atingiram o ponto de corte foi responsável pela aprovação daqueles que não fugiram à temática. Muitos dos aprovados eram meus alunos! São essas pequenas alegrias por ter contribuído com o sucesso de alguém que colaboram para me tornar feliz. Muito cedo entendi que fazer o bem, ser gentil, doar-se para alguém ou alguma causa nobre, oferecer e receber um mero sorriso, uma palavra de carinho, compartilhar a generosidade, procurar entender, amar as pessoas e a vida são elixires poderosos para que, quem os pratica, viva mais e seja tocado pelo condão mágico que atende pelo nome de felicidade.