A(r)mar ou não?

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A(r)mar ou não?

(Froilam Oliveira)
O Estado pretende acabar com a violência no âmbito social de sua jurisdição. Para alcançar esse objetivo, seus governantes dispõem de uma ferramenta única: a política.
As escolhas são pressionadas pelas circunstâncias: 1) impor o desarmamento generalizado; ou 2) armar todo mundo.
A sociedade já escolheu por duas vezes a segunda opção, malgrado ferir duas sabedorias milenares: a budista, que atribui ao desejo (não compreendido) a causa de toda dor, e a cristã, que preceitua amar o próximo.
Num regime democrático, o desejo majoritário da sociedade determina a escolha feita pelo governo. Esse princípio tem um calcanhar de Aquiles (uma vulnerabilidade), que não pode ser revelado aqui sob o risco de pisotear o discurso do politicamente correto.
A liberação para a posse de armamento em casa (a despeito dessa restrição), ou trará mais segurança, com a inibição de roubos e assaltos, ou resultará ainda em mais violência. Com uma arma na mão, a distância entre o cidadão de bem e o assassino diminui consideravelmente.
A partir de agora, o criminoso invadirá as residências atrás de armas, mais que eletroeletrônico, joia, dinheiro etc. Não há dúvida de qual alternativa se verificará um ideal e qual, uma realidade. O crime organizado em torno da droga, diga-se de passagem, encontra-se em expansão,
O governo reflete o mesmo grau de otimismo dos cidadãos por ele representados. Infelizmente, não se vive num tempo em que os homens, mesmo armados, demonstravam mais respeito à vida.