Dia do Radialista: eis uma ajudinha aos comunicadores

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joao cartola site(João Lemes)* Hoje é dia do radialista, uma antiga profissão que ainda é muito valorizada. Por mais que surjam veículos modernos, ninguém vive sem o comunicador de rádio. Parabéns a todos!

Só para colaborar, aqui vão algumas dicas para evitar derrapadas na língua:
O termo “a nível de” já virou vício, assim como o sonoro “éééée” entre as frases, ou os “assim, óh”, “na verdade”, “com certeza” e as palavras que perderam sua função por causa do excesso de uso para qualquer assunto como “extremamente”, “verdadeiro” “caos” “literalmente” etc.

Agora se vê outros novos vícios. Um deles é o já famoso “por conta de”. Veja as frases:

“Gremistas fazem piada por conta do possível rebaixamento do Inter” (com);
“Ator famoso está deprimido por conta de separação” (com);
“Estudantes protestam por conta da PEC 241” (contra);
“Músico gaúcho foi processado por conta de plágio” (por);
“Ex-governador morreu por conta de câncer” (de).

Lembre-se: “por causa de” indica razão: (não viajei. Razão: o tempo).

“Por conta de” indica encargo (a cerveja fica por conta do Paulo). Outro exemplo: (hoje o jantar será por conta do Pedro).

Na dúvida, substitua a expressão “por conta de” por “devido”, “em função de” ou “em razão de”.

Por fim, convém dizer que a forma “por conta de” não é lá tão grave, só que a norma culta não recomenda. Como disse o escritor inglês George Orwell: “Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento”.

*(Jornalista e professor de português)

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