Medo e irresponsabilidade: a pior pandemia

Publicado por em .

Reprodução.

(Valdo Barcelos)
Epidemias e mesmo pandemias acompanham a história da humanidade nesse pequeno e frágil planeta Terra há séculos. Essas pandemias, via de regra, foram e são causadas por vírus. Entre as mais recentes podemos fazer referência a gripe aviária (H5N1), febre suína (H1N1), zika vírus, dengue, SARS (2002/2003), MERS (20012) e, nesse momento, somos atingidos pelo novo coronavírus a COVID-19. O novo coronavírus foi detectado na China, ao final do ano passado, e significa “síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2”. Essas pandemias são acompanhadas de uma onda de medo e insegurança que acabam aumentando exponencialmente não só o pânico entre as pessoas como, dificultam, em muito, a reação dos aparatos de saúde a esse fenômeno. Diga-se que o medo é um sentimento que acompanha nossa trajetória como seres humanos. Não nascemos com medo, certamente, contudo, vamos aprendendo a desenvolver esse sentimento à medida que vamos crescendo.

Frente a situações que demandam o enfrentamento de grandes riscos para a sociedade se faz necessário, mais do que nunca, que as ditas autoridades de governo ajam com serenidade e responsabilidade. Pois parece não ser o que a autoridade máxima do país, senhor Jair Messias Bolsonaro, tem feito frente à pandemia do novo coronavírus. Na contramão de tudo o que as demais autoridades da República tem feito, o senhor presidente se comporta como um menino birrento e insiste em não reconhecer as evidências do perigo dessa pandemia. A irresponsabilidade de incentivar manifestações públicas, nesse momento, e ir ao encontro delas para cumprimentar seus irresponsáveis participantes é um exemplo inaceitável. Ora, que o cidadão leigo crie teorias de conspiração, que atribua os efeitos dessa pandemia a imprensa sensacionalista até se compreende, contudo, da autoridade máxima da nação não podemos aceitar tal atitude. Talvez isso sirva para refletirmos sobre as consequências de eleger um boçal para presidente do país.