O que é viver?

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(Arlete Gudolle)
Às vezes me pergunto por que viver. Dei-me conta de que a vida é soma de muitas possibilidades. Pode ser a prática do impalpável ou do imperceptível, transformando-a em âncora para dar impulso a qualquer ideia acalentada. Para que o encanto de viver multiplique, não se pode perder de vista o porto seguro que é a certeza de se ter amigos e com eles poder valsar na melodia do afeto sem que haja qualquer melodia. Dividir o viver é estender as mãos para amparar os caídos, sorrir para reascender a alegria dos tristes, acreditar que pensamentos positivos são capazes de operar milagres. Saber viver é equacionar coisas boas, frutos da afetividade, juntando perdas e ganhos, subtraindo malqueres, transformados em bons desejos, porque eles retornarão multiplicados para quem os desejou, se foram plasmados com a real intenção do voto.

Viver é jamais economizar alegria, é escamotear as tristezas e olvidar os sofrimentos, dando ênfase a tudo aquilo que se está disposto a vivenciar. Saber viver é poder barganhar com a sorte e afugentar os maus pensares. Porque a vida não retrocede, transforme-se um simples amanhecer numa enorme loteria e distribua-se o que é belo entre os afetos para que a felicidade, essa dama tão sonhada, se potencialize junto àqueles que sabem da importância do que é o bem viver. Os dias seguem em frente, o amor, a alegria, a paz, a amizade, a esperança e a fraternidade devem estar presentes junto àqueles que acreditam em milagre capaz de fazer renascer qualquer sonho.