Questões sobre a memória

(Arlindo Disconzi)
O Dr. Ivan Izquierdo nasceu na Argentina, mas é naturalizado brasileiro há mais de 30 anos. É neurologista famoso, reside em São Paulo. Nesta semana a nossa coluna é baseada no seu livro “Questões sobre a memória”.

Definição: memória é o aprendizado, conservação e recordação de informações. Quando falta a recordação ou lembrança, temos o esquecimento e se houver uma falha geral da recordação, estamos na amnésia. Mas a memória não é só pessoal, temos memórias de povos, nações e cidades. O conjunto dessas memórias chamamos de História. O Dr Ivan afirma que não há nenhum estudo que ateste recordação de memórias de vidas passadas. Não há evidências científicas de existência de vidas passadas. O genoma de cada ser é constituído “de novo” cada vez que é gerado o indivíduo, que usa os cromossomos do pai e da mãe como ponto de partida.

A memória, de acordo com a duração pode ser:
Memória imediata – que dura segundos, raras vezes minutos, por exemplo: ao dirigir, trocamos as marchas, pisamos na embreagem sem nos darmos conta.

Memória de curta duração – dura mais ou menos seis horas. Pier Lugi Piazi, o grande educador, já dizia que o aluno deveria repetir a aula em casa antes de seis horas para melhor aprendizado. Certíssimo!

Memória remota – que dura décadas. Por exemplo, aos 70 anos lembramos de atos que aconteceram na infância e isso se dá por dois motivos: primeiro, esses fatos contamos várias vezes e com emoção. Segunda causa; naqueles tempos tínhamos como certo de que eram melhores que os atuais e imaginávamos um futuro promissor.
A capacidade de armazenarmos dados no cérebro varia de 45 minutos a uma hora. É por isso que há séculos existe o recreio nas escolas. Não lemos um livro numa sentada e palestras duram uma hora, mais que isso o palestrante estará falando sozinho. É bom lembrar que o cérebro se recupera em minutos.