Saber envelhecer…

(Arlete Gudolle)
Sem tempo para escrever um artigo novo, completamente absorvida com a visita de Marianna, a minha netinha, sem a presença dos pais, o que exige atenção e carinho redobrados, apresento a vocês um texto do qual já nem me lembro ser de minha autoria ou não. Na dúvida, aspas nele. “Alguns de nós envelhecemos porque não amadurecemos. Envelhecemos quando nos fechamos às novas ideias e nos tornamos radicais e, o que é pior, deixamos de aceitar verdades e conceitos que não sejam nossos. Envelhecemos quando o novo nos assusta. Envelhecemos também quando pensamos demasiado em nós próprios e nos esquecemos dos outros. Envelhecemos se paramos de lutar. Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o Tempo. A vida só pode ser compreendida olhando para trás. Só pode mesmo ser vivida olhando para a frente.

Na juventude, aprendemos: com a idade compreendemos. Os homens são como os vinhos: a idade estraga os maus e melhora os bons. Envelhecer não é preocupante: ser olhado como velho é que o é. Envelhecer é o testemunho de nossas vivências. Nos olhos do jovem arde a chama, nos do velho brilha a luz. Sendo assim, não existe idade, somos nós que a criamos. Se não acreditares na idade, não envelhecerás até ao dia da tua morte. Pessoalmente, eu não tenho idade: tenho vida! Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente. A vida não é curta; as pessoas é que ficam mortas tempo demais… Faz da passagem do tempo uma conquista e não uma perda.”