Santiago para recordar

Santiago para recordar

(Arlete Gudolle)
Para festejar Santiago, reviverei a cidade que abraça quem a respeita, retribui com carinho quem lhe gera orgulho e a outra que não existe mais, mas que gerou as bases para crescimento. Relembrarei ruas de chão batido, tormento de donas de casa e alegria da criançada quando o pó virava lama em dias de chuva. Lembrarei da luz fraquinha gerada pela Usina do seu Martinetto com tempo para acender e apagar. Recordarei os alimentos do armazém do seu Nino e do seu Funcho, anotados em cadernetas e, mesmo escritos a lápis, motivavam confiança entre donos e clientes. Lembrarei dos brinquedos, cosméticos e livros do Bazar Livraria de Togo Ramos, dos objetos variados da Ferragem Azambuja, das belas joias, louças deslumbrantes e talheres de prata da Joalharia do seu Oly Bertoldo e da Relojoaria Silva, dos Cinema Imperial e Cine Neno, do Café Ponche Verde, da Carreta do Jaime Pinto, depois Calèche do Wilson Cavalari. Falarei da Rodoviária Riachuelo, da Casa de Calçados do Nenito Nunes e a do seu Tambara, das Lojas do Wilson Cardoso, da dona Dorinha, do Santo Delapieve, da Casa Moura, da Casa Sopeña e da Churrascaria Ferrari. E a estofaria de Arno Gieseler, encontro de inesquecíveis serestas, o atelier de alta costura da dona Luci, o Hotel Urca, as Lojas Pernambucanas, o atendimento impecável na Farmácia do Pedrinho, a Casa de Móveis Verba, a Casa Serrano, o Armazém do seu Auri, a Loja de tecidos da dona Beatriz vendidos pela bela Leda? E os animadíssimos bailes de carnaval do Clube União?