Tosse nunca mais?!

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(Arlete Gudolle)
Vangloriava-me por ter excelente saúde. O tempo agigantou as pernas e os anos passei a contar em escala regressiva. Males torturadores e sem solução ganharam proporção de pesadelo. Por quatro vezes, vali-me da ciência para me ajudar a eliminá-los. Em 2016, para me livrar de persistente dor de cabeça, procurei ajuda com especialistas de Porto Alegre por 32 dias. A cabeça? Não descobriram a causa da dor, apesar da bateria de exames de última geração no Hospital Moinhos de Vento. Como paliativo, detectaram um aneurisma cerebral que, um dia, talvez, ecloda. Em 2018, um surto de tosse torturava-me há tempos, diagnosticado como gripe. Quase sem respirar, fui internada no hospital de Santiago. Terminei na CTI do Hospital de Santa Maria. Lá descobriram que tenho Síndrome do Coração Partido. Apesar do nome poético, a tosse se acentuava.

Em março deste ano, permaneci oito dias no hospital para combater esse mal. Descobriram esofagite, mas, em casa, a tosse tirou-me a paz, o sono e a alegria de viver. Aguentei noites insones, alimentando a esperança de que melhoraria. Quase em óbito, em 5 de junho, fui outra vez hospitalizada. Durante 11 dias, com ingestão de antibióticos e medicamentos de última geração, a dedicação do Dr. Maurício Dal’Carobo, a ajuda do fisioterapeuta Vinícius Delevati e o eficiente cuidado do corpo de enfermagem, parece que foi detectada a causa da tosse que enegrecia meus dias e noites. Não voltarei a tossir? É o que espero! Afinal esperança também é um bom remédio.