Vai ou racha a tampa da caixa

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(por Denilson Cortes)

Em suas andanças pelo Estado, o governador Eduardo Leite deve ter ouvido a expressão “vai ou racha a tampa da caixa” e decidiu implantar o método. Após quase meio ano no Piratini, notou que prometer na campanha política é uma coisa, mas administrar sem dinheiro é bem diferente. Nesta semana, ele protocolou na Assembleia a LDO (orçamento para 2020), com mudanças tão radicais que vai gerar muito debate entre os deputados e acirrar os ânimos do funcionalismo, sem reajuste há vários anos e com o salário parcelado.

Entre as mudanças estão previstos o congelamento de gastos, cortes em investimentos e despesas de custeio. Leite também quer dar mais transparência às despesas do Estado, com meta de déficit (faltarão 7 bilhões para fechar as contas de 2019) e clareza no gasto com o funcionalismo. E pretende repassar o duodécimo (percentual mensal à Assembleia, Tribunal de Justiça…) de acordo com a receita real, não pela estimativa de arrecadação. Os deputados já avisaram: com tanto radicalismo, não será aprovado. O governador não vê outra saída: vai ou racha a tampa da caixa.