Verde que te quero verde

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Verde que te quero verde

Imagem ilustrativa.

(Arlete Gudolle)
Quando, entre os povos, há fome, fome de justiça, fome de crença, fome de afeto e a pior de todas, a fome de alimentos, resta pouco em que se acreditar. Quando o medo tolhe a caminhada, impõe grades nas casas, faz dos estranhos uma ameaça ou valores éticos e morais são relegados a preceitos sem importância, tudo parece perdido. Em quem acreditar se a justiça só é cega para os desassistidos, se a riqueza pode não ser produto de trabalho honesto, se a educação deixou de ser prioridade, se ler um livro é perda de tempo? Onde reside a generosidade, se o diálogo entre as pessoas, em roda de amigos ou reuniões familiares, a palavra oral emudeceu e o som que denuncia a vida é inaudível porque substituído pelo teclado de um celular, imagens de vídeos, conversas cifradas e impessoais no wattsApp?

Em quem confiar se os mais altos escalões do poder, tanto político quanto judiciário não se revestem da lisura e da confiabilidade que evidenciam a seriedade e a grandeza de uma nação? Se o tamanho da pena imposta ao crime depende da competência do defensor e da capacidade financeira do criminoso para ser defendido? Uma nova realidade poderá surgir se a mudança comportamental partir de cada um. Os bons exemplos educam, a gentileza contagia, a amorosidade desarma os belicosos, o desapego do que não é utilizado ou do que se tem em demasia pode vestir o maltrapilho, saciar a fome de quem lhe falta o pão. Que 2019 se alimente de nova mentalidade, gerenciada por uma doce senhora chamada Esperança.