Ex-deputados ganham salários milionários

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O ex-deputado Bianchini disse que não sente saudades da função de deputado.

Quinze ex-deputados gaúchos que encerraram o mandato em janeiro deste ano, ou ainda em legislaturas passadas, não arredaram o pé da Assembleia. Eles seguem trabalhando, agora como assessores de bancadas e outras funções. Entre eles está o santiaguense Bombeiro Bianchini (PL), que recebe mensalmente mais de 14 mil como assessor superior da bancada de seu partido. O menor salário é de Tarcísio Zimmermann (PT) que ganha 7.712. O maior, quase 32 mil reais, vai para o bolso de Carlinhos Vargas (PTB), que foi assessor do senador Zambiasi e ficou de suplente para deputado na eleição de 2007.

Os bem-empregados
Achylles Braghirolli; Adilson Troca; Altemir Tortelli; Bombeiro Bianchini; Carlinhos Vargas; Gilmar Sossella; Janir Branco; João Scopel; José Gomes; Marcos Daneluz; Paulo Borges; Pedro Ruas; Sandro Boka; Stela Farias; Tarcisio Zimmermann. Três dos ex-deputados têm salários brutos maiores do que os vencimentos dos atuais deputados, que é de 25.300 reais. Não há restrição legal em assessores receberem salário maior que o de parlamentares (desde que respeitado o teto que, na Assembleia, é de 35.400).

Bianchini está mais feliz
Em entrevista ao GaúchaZH, o ex-deputado Bianchini disse que não sente saudades da função de deputado e espera a disputa eleitoral de 2020, quando deve concorrer a prefeito de Santiago. “Agora sou mais feliz. Como deputado foram quatro anos de tormento. Não dormia de noite, preocupado. Agora saiu dos ombros aquela responsabilidade que é muito grande. Como deputado, tem que ter cuidado com tudo, com a imagem, como se portava. Agora vou no bolicho e não tenho preocupação”.